Em Fevereiro de 1967, a Apollo 1 deveria ter levantado voo. Mas um incêndio, cerca de um mês antes, acabaria por determinar o fracasso da missão e a morte dos astronautas Gus Grissom, Ed White e Ed Chafee. Cinquenta anos depois, a Space Adventures assinala o redondo aniversário com uma viagem especial, também destinada a homenagear os astronautas que pereceram durante o fatídico treino.
Assim, para Fevereiro de 2017, está anunciada uma viagem tripulada que inclui uma volta à lua para dois turistas: cada um paga 150 milhões de dólares (113,3 milhões de euros), sendo que o valor de um dos bilhetes já foi entregue à empresa.
A incursão espacial, anunciada pelo presidente da Space Adventures, Eric Anderson, far-se-á num novo modelo da Soyuz (actualmente, em fase de construção) e durará entre oito e nove dias. O turismo espacial teve a sua estreia há mais de uma década quando, em 2001, o empresário americano Dennis Tito pagou pelo privilégio de uma breve temporada na Estação Espacial Internacional (ISS).
Depois dele, outras seis individualidades desembolsaram milhões pela boleia da agência espacial da Rússia: o último foi o fundador do Cirque du Soleil, o canadiano Guy Laliberté.
Aliás, quem quiser ir como turista ao espaço pode começar desde já a fazer planos para breve, uma vez que a Space Adventures está a aceitar inscrições (desde 110 mil dólares - 83 mil euros) para uma viagem não pilotada; a californiana XCOR prepara-se para dar acesso ao espaço em voos privados (um piloto e um turista de cada vez) desde 72 mil euros; e a Virgin Galactic tem pacotes que incluem um voo de duas horas e meia (com um gostinho suborbital até 110km da superfície terrestre e cinco minutos de gravidade zero) por 200 mil dólares.