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  • Uma mostra que detalha a influência da Máfia em Las Vegas
    Uma mostra que detalha a influência da Máfia em Las Vegas Steve Marcus/Reuters
  • Uma projecção vídeo é projectada na parede que fazia parte da garagem onde decorreu o infame Massacre de São Valentim
    Uma projecção vídeo é projectada na parede que fazia parte da garagem onde decorreu o infame Massacre de São Valentim Steve Marcus/Reuters
  • Dinheiro falso
    Dinheiro falso Steve Marcus/Reuters
  • Um revólver encontrado no cenário do Massacre de São Valentim
    Um revólver encontrado no cenário do Massacre de São Valentim Steve Marcus/Reuters
  • A cadeira de barbeiro em que o mafioso Albert Anastasia  foi assassinado em 1957
    A cadeira de barbeiro em que o mafioso Albert Anastasia foi assassinado em 1957 Steve Marcus/Reuters
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    E o inevitável "merchandising" Steve Marcus/Reuters

Museu da Máfia dispara em Las Vegas

Por Carla B. Ribeiro

Las Vegas inaugurou o Museu da Máfia, onde se recorda a história do crime organizado e os mafiosos mais célebres. O espólio inclui mais de 600 itens, de armas a jóias ou dinheiro falso. Os visitantes podem até praticar tiro ou ficar a par de investigações do FBI. Aproveitando a onda, nasceu também na cidade um novo bar da Máfia...

O Dia de São Valentim foi a data escolhida para inaugurar o Museu da Máfia de Las Vegas. Uma data que pode apelar ao romance mas que recorda também um evento marcante na história do crime organizado: o Massacre do Dia de São Valentim, em 1929, nome pelo qual ficou conhecido o homicídio de sete pessoas ligadas ao polaco-irlandês Bugs Moran, resultado do conflito que opunha o grupo deste ao célebre Al Capone.

Este, aliás, está entre os chamarizes do museu. Mas há mais cicerones a representarem o mundo do crime: Dion O'Bannion, George Moran, Charlie "Lucky" Luciano, Meyer Lansky, Benjamin "Bugsy" Siegel, Sam Giancana, Joe Bonanno, Frank "Lefty" Rosenthal, Mickey Cohen, Tony Cornero, Whitey Bulger ou John Gotti. Do outro lado, Joe Pistone, Donnie Brasco ou Jack Garcia são nomes de agentes da luta contra a máfia que não poderiam faltar nesta trama.

Em cerca de 1500m2 de um total de 3800m2, estão expostos mais de seis centenas de objectos - armas de vários calibres, jóias personalizadas, pertences pessoais de alguns dos criminosos mais famosos da cidade ou fotografias que espelham as suas vidas e percursos - que ajudam a contar as histórias que se podem viver de forma mais interactiva.

O visitante, além de poder escolher de que lado quer ficar nesta guerrilha urbana, tem a possibilidade de praticar tiro, ouvir gravações do FBI ou até mesmo de fazer parte de um treino intensivo em armamento. Sempre com a sensação de estar a viver momentos que não saíram de nenhum filme, mas da vida real.

Para o conseguir, o museu contou com a experiência no terreno da sua directora, Ellen Knowlton, que serviu o FBI durante 24 anos, e a bênção do ex-mayor da cidade, Oscar B. Goodman, um antigo advogado que chegou a representar mafiosos como Lansky, Spilotro ou Rosenthal. O Museu da Máfia, instalado num edifício dos anos 30 localizado na Stewart Avenue, inclui ainda loja de recordações, salas de eventos e áreas educativas.

As entradas, que podem ser compradas também no site, custam 18 dólares (13,60€) para adultos, 14 (10,60€) para seniores e 12 (9€) para crianças e estudantes até 23 anos. 

 

O bar da Máfia

Se Las Vegas abre um Museu da Máfia, que melhor ideia que complementá-lo com um bar da Máfia? Foi o que pensaram os proprietários do Sidebar: em Dezembro estrearam a nova versão do sítio e baptizaram-no de Mob Bar, ambientando-o em cenário speakeasy anos 20, com direito a uma selecção de poderosos e temáticos cocktails (e não em vão foi inaugurado a 5 de Dezembro, 78 anos após o fim oficial da Lei Seca que proibia o álcool nos EUA).

Os funcionários vestem-se à época e todo o mobiliário (e mesmo copos e serviços) é vintage. A ementa é essencialmente italiana (esperem-se muitos spaghetti, mozarella, risotto...) e também recupera receitas da idade de ouro da Máfia.

Nas bebidas, o esmero, com cocktails em redor dos 7,5€: incluem-se os chamativos The Charleston, The Usual, The Brass ou, particularmente, o Blood in the Sand (sangue na areia...). 


The Mob Museum
| Mob Bar

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