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Casar em alto-mar

Por Carla B. Ribeiro

As luas-de-mel já eram um clássico. Mas agora a companhia Cunard, que detém os colossos <em>Queen Elizabeth</em>, <em>Queen Mary 2 </em>e <em>Queen Victoria</em>, vai começar a celebrar casamentos oficialmente a partir de Abril. O projecto obrigou a mudar a sede para as Bahamas.

Uma investida que vai ao encontro da cada vez maior procura: só no ano passado, a americana Carnival, que é dona da Cunard, contabilizou dois mil enlaces noutros navios.

A investida da Cunard nos casamentos só foi possível depois de a empresa ter passado a sua sede de Southampton, Inglaterra, para Hamilton, nas Ilhas Bermudas. Uma forma de contornar a lei britânica que não autoriza casamentos em alto-mar. Em simultâneo, uma mudança histórica, já que a empresa tinha sede britânica há mais de século e meio. Agora, os navios passarão a mostrar, sob o seu nome de baptismo, Hamilton em lugar do porto britânico.

De acordo com a Cunard, cada navio estará preparado para realizar duas cerimónias por dia. Os pacotes com casamento prometem uma festa "elegante" e uma "cerimónia de casamento romântica pelo capitão" do navio. Incluem-se arranjos florais especiais, incluindo bouquet da noiva, bolo de casamento, banda sonora à medida, certificado comemorativo da cerimónia ou mesmo a ementa personalizada e, entre outros mimos, garrafa de champanhe Veuve Clicquot, "pequeno-almoço champanhe" na cama para os recém-casados. O programa matrimonial deverá custar perto de 2400 euros.

www.cunard.com

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