O seu cartão de milhas está bem cheio - mais de 867 mil acumuladas, estimando-se que até ao final do mandato, no início de 2013, junte mais de um milhão. Foram mais de cem países - 108, à última contagem - , da China à Índia, do México a Portugal ou à Líbia, passando pelas paródias que só uma séria e mui viajada política americana podia suscitar - veja-se o Tumblr Texts from Hillary, em que ela está, invariavelmente, a bordo do avião de óculos escuros e telemóvel na mão.
A Condé Nast Traveller, que a acompanhou até Pequim em Maio numa das mais tensas visitas das relações sino-americanas de sempre, descreve a experiência de viajar com Clinton como "perseguir uma mulher disparada de um canhão com propulsores de foguetão presos ao seu fato de calças e casaco".
A sua energia é destacada por todos que trabalham com ela, especialmente on the road. Tem poder executivo sobre a escolha das refeições a bordo, preferindo cheeseburgers, frango tandoori e tarte de coco. Os filmes, diz a revista, não são dos melhores - escolhas populares para não pensar muito.
Não há chuveiro para Hillary no avião em que viaja com outros membros da Administração Obama e imprensa. Mas a secretária de Estado globetrotter, que não viajava muito enquanto criança e que defende que as viagens "nos ensinam muito sobre nós", não troca as viagens por um ecrã.
"Podia sentar-me no meu gabinete em videoconferências", diz à Traveller, "mas como é tão fácil, as pessoas esperam mesmo que apareçamos mais, que façamos o esforço e demonstremos o respeito de nos sentarmos à mesma mesa, olhos nos olhos."
No site oficial da secretária de Estado, existe mesmo uma secção especial: "Travels with the secretary", totalmente dedicada às viagens oficiais de Clinton - inclui mapa interactivo, página dedicada a cada país, fotos, vídeos ou contagem actualizada de países visitados (ia nos 108), de milhas (867.196) ou dias em viagem (365).