Esta quinta-feira, o Governo confirmou que este ano o Carnaval (que se celebra a 12 de Fevereiro) passará sem tolerâncias de ponto, adiantando que esse princípio vai manter-se, pelo menos, durante a aplicação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, disse que a mesma decisão se aplicará à tarde da quinta-feira santa, repetindo-se a decisão de não conceder tolerância de ponto aos funcionários públicos.
Em Fevereiro do ano passado, o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, já tinha anunciado que o Governo voltaria a não conceder tolerância de ponto na festa do Entrudo.
"Naturalmente que a decisão deste ano no próximo ano se repetirá", afirmou Miguel Relvas, em entrevista à TVI24, considerando que "não passa pela cabeça de ninguém que um Governo que tem coerência, uma linha orientadora e um dominador comum andasse a saltitar de ano para ano".
Autarquias tolerantes
Por outro lado, em zonas com forte tradição carnavalesca mais forte, como é o caso de Torres Vedras, já se avançam tolerâncias a nível autárquico: a câmara municipal anunciou esta semana que daria tolerância de ponto aos funcionários na segunda e terça-feira de Carnaval para manter e incentivar a tradição dos cinco dias do “Carnaval mais português de Portugal”. A organização dos festejos anunciou também que os desempregados vão ter entrada gratuita no corso de terça-feira. "No corso pago, os desempregados do país vão ter entrada gratuita. Basta apresentar um comprovativo de inscrição num centro de emprego", disse o presidente da autarquia, Carlos Miguel.
Entretanto, outras autarquias também avançaram com tolerâncias de ponto, casos de Loulé, Ovar, Sesimbra, Estarreja, Mealhada, Carregal do Sal ou Figueira da Foz.
Madeira mantém tolerância
O presidente do Governo Regional, Alberto João jardim, garantiu esta quinta-feira que vai manter a tolerância de ponto no Carnaval para os funcionários públicos da Madeira, nos termos dos anos anteriores. "Nem o Alberto João mudou, nem a Madeira mudou", justificou.