Fugas - notícias

  • Solar Impulse
    Solar Impulse DR
  • A aguardar na pista de Moffett Field antes do voo para o Arizona
    A aguardar na pista de Moffett Field antes do voo para o Arizona Beck Diefenbach/AFP
  • Os pilotos Andre Borschberg (esq.) e Bertrand Piccard
    Os pilotos Andre Borschberg (esq.) e Bertrand Piccard Stephen Lam/Reuters
  • A aguardar na pista de Moffett Field antes do voo para o Arizona
    A aguardar na pista de Moffett Field antes do voo para o Arizona Stephen Lam/Reuters
  • Bertrand Piccard
    Bertrand Piccard Stephen Lam/Reuters
  • Os técnicos ultimam os preparativos do avião
    Os técnicos ultimam os preparativos do avião Stephen Lam/Reuters
  • A aguardar na pista de Moffett Field antes do voo para o Arizona
    A aguardar na pista de Moffett Field antes do voo para o Arizona Beck Diefenbach/AFP
  • Bertrand Piccard
    Bertrand Piccard DR
  • A sobrevoar os EUA
    A sobrevoar os EUA DR
  • A sobrevoar os EUA
    A sobrevoar os EUA DR

Avião solar em travessia pelos Estados Unidos rumo a Nova Iorque

Por Teresa Firmino

É o último desafio para o Solar Impulse: descolou de São Francisco, para uma travessia pelos Estados Unidos, tendo como destino final Nova Iorque.

Aos comandos do avião, que levantou voo na sexta-feira, está o piloto suíço Bertrand Piccard, médico de formação que faz parte de uma família com uma longa tradição de exploradores e cientistas. O seu avô, Auguste Piccard, inventou na década de 1940 o primeiro batíscafo que, em 1960, seria utilizado no primeiro mergulho ao local mais fundo dos oceanos, a Fossa das Marianas – a bordo ia o pai de Bertrand, o oceanógrafo Jacques Piccard, além do tenente norte-americano Don Walsh.

Bertrand Piccard já tem um longo currículo de aventuras. Em 1992, ganhou, com o belga Wim Verstraeten, a primeira corrida de balão transatlântica (a Chrysler Challenge). Na sequência dessa vitória, e ao fim de três tentativas, conseguiu completar a primeira volta ao mundo de balão sem paragens. Nessa volta – em 19 dias, 21 horas e 47 minutos – percorreu 45.755 quilómetros, tendo como companheiro de aventura o britânico Brian Jones.

Em 2010, depois de sete anos de trabalho de uma equipa de 70 pessoas, o avião fez o primeiro voo real e esteve no ar 26 horas seguidas sem recurso a combustível. Em 2012, iniciou o primeiro voo intercontinental de um avião solar na Suíça, na cidade de Payerne, com uma escala em Madrid e aterragem final em Rabat, Marrocos. Entre Payerne e Rabat, o Solar Impulse voou mais de 2500 quilómetros.

O voo pelos Estados Unidos tem primeira escala em Phoenix, ao fim de 19 horas no ar (entretanto já cumprida). No seu mapa: Dallas, St. Louis, cidade de Washington e, por fim, Nova Iorque. Tal como no voo intercontinental, o Solar Impulse será pilotado à vez ora por Bertrand Piccard, ora por André Borschberg, co-fundador deste projecto.

Feito em fibra de carbono, o avião tem a envergadura de asas de um Airbus A340 (63,4 metros), pesa apenas 1600 quilos e as asas estão cobertas por 12.000 células fotovoltaicas, que captam a energia solar e a armazenam em quatro baterias que alimentam quatro motores eléctricos.

O objectivo é voar à volta do mundo num avião movido a energia solar, que o par de pilotos suíços espera fazer em 2014. Tudo sem uma única gota de combustível.

“Queremos mostrar que, com tecnologias limpas, uma equipa cheia de entusiasmo e uma visão pioneira, podemos atingir o impossível”, disse Bertrand Piccard, citado pela BBC online, quando, em Março, anunciou a travessia de costa a costa pelos Estados Unidos.

__
Siga o avião solar no PÚBLICO | Energia solar

--%>