Do Mali e do deserto do Sara, precisamente, chega uma comitiva de peso ao FMM, numa clara decisão de solidarização para com o sofrimento que tem assolado o país desde o golpe de Estado de Março de 2012. Assim, aos consagrados Rokia Traoré, Bassekou Kouyaté e Amadou & Mariam juntam-se ainda os tuaregues Tamikrest e o grupo lisboeta Imidiwan (título retirado de um álbum dos Tinariwen), inspirado pela música maliana.
Outra das comitivas - bastante mais reduzida - a despertar interesse elevado é a proveniente da Colômbia, com dois dos projectos mais elogiados actualmente no circuito da world music: Ondatrópica e Bomba Estéreo. Portugal estará representado por Custódio Castelo, Mu, Carlos Bica e Azul, o projecto luso-angolano Batida, Sei Miguel, JP Simões, Celina da Piedade, Orquestra Locomotiva e Gaiteiros de Lisboa.
Os Gaiteiros, de resto, integram o lote de repetentes seleccionados para o alinhamento best of, onde encontramos também o revolucionário do raï Rachid Taha, a lenda do jazz brasileiro Hermeto Pascoal e o jazz mais radical dos Barbez, mas também o virtuoso percussionista indiano Trilok Gurtu (acompanhado pelo prodígio pianístico do arménio Tigran Hamasyan) e o renovador do afrobeat Femi Kuti.
Como acontece todos os anos, a juntar a estes e outros concertos, o FMM proporcionará ainda um conjunto de actividades paralelas, entre conversas, visionamento de filmes, ateliês para crianças e teatro de rua.
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