O que os profissionais que tratam da imagem sueca da companhia alemã viram nisto tudo foi uma forma de propagar a ideia do "sonho de Berlim" em detrimento de um mais batido mote de "Berlim, a barata". "O que eles [os Klaus-Heidis] têm em comum", comentou Engvall à Atlantic, é que "têm o desejo, o sonho, de mudar as suas vidas". Na entrevista, o responsável refere ainda que "ninguém foi forçado" a mudar de nome - "apenas mostramos um prémio atractivo".
A reportagem da revista americana realça ainda uma singularidade sueca que potenciou o êxito do passatempo, já que nem todos os países permitem mudanças tão facilitadas e rápidas de nome (veja-se que o passatempo só decorreu durante cerca de um mês): desde os anos 80, uma lei tornou possível aos cidadãos do país mudar o nome bastando apresentar uma razão para tal.
E eis como uma empresa criou uma "família" de Klaus-Heidis. Além do grande prémio para o vencedor, os restantes concorrentes receberam o cartão prata do programa de passageiros frequentes da companhia e 60 mil milhas (suficientes para uma viagem a Nova Iorque).
No Facebook, a empresa promoveu também um passatempo similar: bastava mudar o nome de utilizador naquela rede social (e que os há, os há).
Quanto ao Klaus-Heidi campeão, já disse entretanto, segundo relata o tablóide sueco Aftonbladet, que pretende manter o nome. "É um nome com boas recordações. Vou chamar-me Klaus-Heidi na Alemanha, o que é como se me chamasse Pedro-Maria na Suécia".
Se tudo isto lhe parecer estranho, fique a saber que poderia ser algo ainda mais alemão. Segundo contou Engvall à Atlantic, a ideia inicial, da qual desistiram, incluía a obrigação de os suecos mudarem também o apelido. Para Dorfmesser.