Fugas - notícias

No novo mapa do país, os pedaços de terra parecem estar perdidos no imenso mar português

No novo mapa do país, os pedaços de terra parecem estar perdidos no imenso mar português DR

Portugal, 97% mar

Por Teresa Firmino

Chegou às escolas o mapa onde se mostra que 97% do país é mar.

Mais de 44.000 mapas de Portugal foram pendurados nesta quarta-feira nas paredes das salas de aulas de inúmeras escolas, desde o primeiro ciclo até ao final do ensino secundário e tanto públicas como privadas.

O que este novo mapa procura explicitar é que Portugal é praticamente só mar: enquanto o território fora de água tem pouco mais de 92.000 quilómetros quadrados, o território debaixo de água chega quase aos quatro milhões de quilómetros quadrados. Portugal é Mar, o título do mapa, evidencia que 97% do país é mar. 

Por agora, nem todas as escolas têm o mapa: terão sido afixados 44.780 mapas em salas de aulas e laboratórios de 1008 escolas ou agrupamentos escolares públicos e privados, segundo informou a assessoria de imprensa do Ministério da Educação. O mapa estará em 86% das escolas da rede pública, acrescentou. Por outro lado, iniciaram-se agora os contactos para que chegue às escolas dos Açores e da Madeira, onde existe autonomia regional educativa.

O novo mapa resulta dos trabalhos científicos de alargamento da plataforma continental para lá das 200 milhas náuticas da zona económica exclusiva (ZEE), realizados de forma sistemática a partir de 2005, na transição entre os governos PSD de Pedro Santana Lopes e PS de José Sócrates.

Com 80 centímetros de comprimento por 60 de largura, o mapa tem pouca informação de propósito. Pintados de amarelo, vêem-se os três pedaços de terra que constituem Portugal Continental e os arquipélagos dos Açores e da Madeira, como se fossem jangadas de pedra perdidas num imenso mar azul. À volta desses bocados de terra surge a ZEE, que já dava ao país jurisdição tanto sobre a água como sobre o solo e subsolo marinhos; e pode ir até às 200 milhas, desde que não chegue a território espanhol.

Leia o artigo completo no PÚBLICO

--%>