Fugas - Viagens

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Arquitectura e design a poucas pedaladas de distância em Copenhaga

Tentou construir o auditório como um "construtor de catedrais do século XI" curiosamente, ou talvez não, o século em que se crê que Copenhaga tenha sido fundada. Criou uma "catedral" do século XXI, como outras que Copenhaga tem sabido fazer, sem beliscar uma identidade com dez séculos.

Compras e mais compras

A Illums Bolighus (o "melhor sítio do mundo para comprar móveis para a casa" para o Financial Times) e a Artium vendem objectos que são a perdição dos adeptos do design escandinavo. A primeira está situada em Strøget, a principal artéria de consumo da cidade (é a maior rua pedonal da Europa), muito perto de outra "instituição", a Royal Copenhaguen, fundada em 1775, uma referência mundial na porcelana.

O Centro Dinamarquês de Design também tem uma recheada loja com objectos inventivos, todos seguidores do conceito travel light todos os produtos são leves, compactos e geralmente têm mais do que uma função.

Vesterbro tem sido transformada na zona da moda da cidade nos últimos anos. Subsiste o tráfico e o consumo de drogas e a prostituição, mas a dinâmica é positiva, com o aparecimento de várias mercearias de luxo, lojas de roupa de autor, cafés e bares.

Onde ficar

Duas opções entre várias possíveis: o First Hotel Skt Petri, cinco estrelas, situado perto do centro (preço por noite a partir de 215 euros) e o mais económico Wake Up Copenhagen (86 euros por um quarto duplo). Quem não se importar de partilhar um quarto com outros hóspedes tem uma opção bem mais barata: o hostel Danhostel Copenhagen City fica por 17 euros por pessoa.

Onde comer

Para além do estatuto de "cidade do design", Copenhaga está a tornarse uma referência gastronómica. O Guia Michelin deste ano deu estrelas a 13 restaurantes da cidade. O destaque vai para o Noma, considerado o melhor restaurante do mundo em 2010 pela revista Restaurant. A maioria das pessoas terá que contentar-se com propostas menos caras. A zona de Vesterbro tem várias pizarias take away e um restaurante com uma ementa 100 por cento biológica (incluindo os vinhos), o BioMio.

Para algo totalmente dinamarquês, recomenda-se uma visita a um apølsevogn (literalmente, carrinha das salsichas), que vendem uma variedade enorme de cachorros custam, regra geral, 25 coroas dinamarquesas, pouco mais de três euros.

O que fazer

No extremo oposto do quadro pintado pela Monocle, há uma outra Copenhaga. A "cidade livre" de Christiania é uma autoproclamada zona autónoma onde vivem algumas centenas de pessoas em casas construídas pela comunidade. Não haverá muitos sítios como este no mundo.

Criada em 1971, é uma espécie de comuna, que parece transferida dos anos do flower power para os dias de hoje. Lá dentro, o consumo e venda de cannabis e haxixe estão banalizados. Visitar o Tivoli, um dos parques de diversões mais antigos do mundo (existe desde 1843) e uma inspiração para a Disneyland, é também garantia de um dia bem passado. As viagens de barco pelo porto e canais de Copenhaga são uma boa maneira de ficar a conhecer a cidade.

Como ir

A TAP tem voos directos diários a partir de Lisboa. A dinamarquesa Cimber Sterling também voa a partir de Lisboa e a SATA a partir da Madeira.

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