Fugas - Viagens

  • A viagem começa em Março
    A viagem começa em Março DR/Cortesia The Coldest Journey
  • Antárctida
    Antárctida DR/Cortesia The Coldest Journey
  • Antárctida
    Antárctida DR/Cortesia The Coldest Journey
  • A estudar a rota
    A estudar a rota DR/Cortesia The Coldest Journey
  • Em preparação na câmara de gelo
    Em preparação na câmara de gelo DR/Cortesia The Coldest Journey
  • O primeiro icebergue avistado
    O primeiro icebergue avistado DR/Cortesia The Coldest Journey
  • A caminho
    A caminho DR/Cortesia The Coldest Journey
  • O navio SA Agulhas visto do ar
    O navio SA Agulhas visto do ar DR/Michael Kobold/Cortesia The Coldest Journey
  • No SA Agulhas
    No SA Agulhas DR/Cortesia The Coldest Journey
  • A equipa
    A equipa DR/Cortesia The Coldest Journey
  • A rota
    A rota DR/Cortesia The Coldest Journey

Explorador quer cruzar a Antárctida sob Inverno polar

Por João Nogueira Dias

Um dos maiores exploradores do mundo, Ranulph Fiennes, prepara-se, aos 69 anos, para liderar este feito inédito. As temperaturas na Antárctida podem chegar aos 90 graus negativos.

Percorrer cerca quatro mil quilómetros com uma escuridão quase permanente e com temperaturas que podem atingir os 90 graus negativos. Ou, por outras palavras, atravessar a Antárctida durante o Inverno polar.

Esta é a mais recente aventura de Sir Ranulph Fiennes, explorador britânico que completa em Março 69 anos e que está a preparar-se para o feito "inédito" desde 2008.  

A ideia partiu de Mike Stroud, explorador e médico especializado em "performance" em condições extremas, que chegou, em 2003, a realizar, com Ranulph Fiennes, sete maratonas em sete dias e em sete continentes.

A sugestão inicial consistia em fazer a travessia com esquis motorizados, com o apoio de depósitos de comida e combustível, lançados de pára-quedas, durante o Verão.

Porém, para que o projecto fosse possível, era necessária uma autorização do British Foreign & Commonwealth Office, um gabinete que, entre outras atribuições, presta auxílio aos britânicos que se encontrem no estrangeiro.

A aprovação da travessia passou a depender da utilização de dois "catterpilars" adaptados ao gelo e de um navio.

Ranulph Fiennes teve que procurar patrocinadores para conseguir estes veículos, ao mesmo tempo que organizava uma campanha de recolha de fundos com o apoio da equipa criada para o efeito, a "Ice Team".

Foram convidados Anton Bowring, amigo e companheiro de 35 anos de expedições, Brian Newham, do British Antarctic Survey, e um centro de pesquisa britânico dedicado à Antárctida, entre outros especialistas em diversas áreas.


Vários objectivos

Para além da aventura, a viagem tem propósitos relacionados com três áreas: solidariedade, ciência e educação. Ranulph Fiennes quer angariar dez milhões de dólares para o programa "Seeing is Believing", que pretende ajudar a combater a cegueira evitável.

Para além disso, serão recolhidos dados para meteorologistas e será implementado um programa educacional que pretende chegar a cerca de 100 mil escolas da Commonwealth.

No dia 6 de Dezembro, a "Ice Team" partiu, de barco, de Londres, rumo à África do Sul. A 7 de Janeiro, a equipa partiu, da cidade do Cabo, com destino à Antárctida.

No continente gelado, a equipa prevê iniciar o percurso a 21 de Março. A viagem tem um tempo previsto de 145 dias, cerca de cinco meses.

Depois de feita a travessia, a equipa vai deslocar-se até uma base americana, onde prevê chegar a 21 de Setembro. O regresso, novamente de barco, está previsto para Fevereiro de 2014.

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