Fugas - Viagens

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    Com a escultura "Elogio del Horizonte" como foco Arnaud Späni
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    Cuesta’l Cholo - Cimavilla Benedicto Santos
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    Palacio de Revillagigedo, Plaza del Marqués Benedicto Santos
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Astúrias: Gijón, um "rinconín" à beira do Cantábrico

Por Mara Gonçalves

Este recanto à beira-mar oferece um pouco de tudo. Tem o Cantábrico ondulante do Golfo da Biscaia, com praias urbanas e selvagens. Tem o campo a dois passos e uma cidade com história, museus, jardins e, claro, muita sidra.

Estamos no alto do Cerro de Santa Catalina, onde a cidade de Gijón terá começado, só o mar lá em baixo e o vento cá em cima por companhia, uma harmonia de silêncios que só a natureza consegue orquestrar. De costas para o azul, os edifícios vão-se aglomerando aos nossos pés, contornando a geografia num semblante antropomórfico. O cerro é uma península tão arredondada que por momentos imaginamo-lo a cabeça de Gijón, que termina em longos ombros de areia, à esquerda a praia de San Lourenzo, à direita o passeio que acompanha o porto desportivo e a praia de Poniente. As casas, escorrendo o vale, vão dando corpo à alucinação, terminando em pés de montes verdejantes no horizonte.

Estamos no alto do Cerro de Santa Catalina porque daqui o olhar alcança toda a cidade, compreendemos as raízes e as cicatrizes de um povo entrincheirado entre a serra e o mar, vemos o urbano, o industrial e o rural, cedo descobrimos que aqui se vive muito pelas ruas, entre golos de sidra e gastronomia farta.

Estamos no alto do Cerro de Santa Catalina e ao nosso lado temos a monumental escultura de Eduardo Chillida, “Elogio del Horizonte”, um polémico abraço ao mar no centro do qual se ouve o eco das ondas. A nossa estreia no humor remocado da língua asturiana: “Trés coses hai en Xixón que nun les hai nin en Berlín: La Lloca del Rinconín, El Cagaderu de King Kong y El Pirulón de Camín” (algo como, três coisas há em Gijón que não as há nem em Berlim: a louca do Rinconín, a retrete de King Kong e o pilão de Camín).

De romanos e sidrerías

Começamos um passeio por Cimavilla na Plaza Campu Valdés ou, mais precisamente, debaixo dela, onde foram encontrados vestígios das antigas termas romanas, construídas entre os séculos I e IV. Os romanos terão sido o primeiro povo a estabelecer-se na colina de Santa Catalina, erguendo a cidade que se desenvolveria até ao que é hoje Gijón. O museu arqueológico guarda memórias desse tempo, com o que ficou de um complexo balnear onde se distinguem, sob luzes ténues e tecto baixo, o vestiário, as salas de banhos frios e quentes, o forno onde a água era aquecida, entre outros vestígios encontrados durante as escavações. “Pensa-se que poderão existir mais debaixo da Igreja de São Pedro [ao lado], mas não é possível investigar sem se correr o risco de ruir”, conta-nos o guia Denis Soria. “Foi destruída durante a Guerra Civil e reconstruída na década de 1950”, acrescenta, enquanto seguimos caminho, curto, até nova praça e nova paragem.

O pequeno largo de piso empedrado recebe o nome do filho mais ilustre da cidade, Gaspar Melchor de Jovellanos, antigo escritor, jurista e político, figura central do desenvolvimento económico, cultural e urbanístico de Gijón nos séculos XVIII e XIX. Passear pela cidade é ver “Jovellanos” repetido a cada esquina: dá nome a praças, travessas e ruas, ao antigo Instituto de Náutica y Mineralogía (que criou, hoje uma fundação municipal ligada à educação e à cultura), designa a biblioteca e o teatro, hotéis, associações. “Vai sair daqui a ter pesadelos com Jovellanos”, brinca Denis. Afinal, não é por acaso que se diz que “Gijón le debe el mar a Dios y el resto a Jovellanos”.

À nossa frente temos a casa onde nasceu, ao lado a capela onde foi sepultado, atrás a primeira sede do Instituto (actualmente um hotel). O Museo Casa Natal de Jovellanos tem uma ala dedicada ao pai do iluminismo gijonês (com alguns móveis originais e quadros), mas a maior parte do espaço integra parte da colecção artística municipal, incluindo telas de Evaristo Valle e Nicanor Piñole, dois dos pintores mais famosos da cidade (existem museus dedicados a cada um deles no centro). Ali próximo espreitamos ainda alguns vestígios da antiga muralha romana e da Torre del Reloj, reconstruída em 1989 e sede do arquivo municipal, antes de continuarmos a subida pelas callejuelas do casco antiguo.

Pelas paredes ainda sorriem cartazes das eleições municipais, realizadas no domingo anterior à nossa visita: a alcadesa do Foro aqui (que acabou por se manter no poder, em governo minoritário), ali os candidatos do PSOE, Ciudadanos ou Xixón Sí Puede (apoiado pelo Podemos). “Não sabemos o que vai acontecer”, ouviremos repetidamente de vozes preocupadas, outras resignadas, em discussões de café, de olhar colado às notícias no telemóvel ou no jornal regional, quando cruzamos posters na rua. “O partido mais votado elegeu oito concejales, o segundo conseguiu sete e o terceiro seis. Como se governa assim?”

Não reparamos em cartazes eleitorais na Plaza Periodista Arturo Arias, mas também ela é um sinal dos tempos, imagem de novas apostas. O amplo edifício à nossa frente já foi mosteiro de agostinianas recoletas (seguidoras de Santo Agostinho), depois fábrica de tabaco até 2002. Agora as obras de requalificação vão transformá-lo no futuro Museu de Gijón. A praça, dominada por aquela construção cor de areia, é por isso localmente conhecida por La Tabacalera ou El Campu les Monxes, mas também por El Llavaderu, por ali ter existido um tanque onde as mulheres iam lavar a roupa. Nos últimos anos, os bancos de jardim e a comprida escadaria em pedra transformaram-na em concorrido local de botellón. “Muitos grupos de jovens vinham para aqui beber sidra, mas há pouco tempo saiu uma lei a proibir e a polícia local foi especialmente rigorosa aqui, por isso essa tradição como que acabou”, conta Denis.

A sidra natural é um hino das Astúrias, inevitável a cada refeição, a cada saída à noite. “Más que una bebida, una forma de vida”, ouviremos várias vezes. É em Cimavilla – também conhecido por Barriu Altu (e com um espírito a lembrar o lisboeta) – que se encontra a maior concentração de sidrerías e, dizem-nos, é o melhor local para provar o líquido de maçã, de culín em culín. Mas nós, que não bebemos outra coisa desde que chegámos, terminaremos o dia no La Corrada, a comer um bocadillo e a tomar una cerveza artesana asturiana Caleya, entre música alta e posters da cena indie-rock de Gijón.

Mais perto do mar

Cimavilla era o antigo bairro de pescadores, subindo uma varanda natural sobre o porto de pesca. Ainda se vêem algumas casas tradicionais, de pedra, com o típico patim à entrada. Numa rua próximo da encosta, a pequena Capilla de La Soledá mantém-se sede da Confraria de Pescadores de Gijón, preservando a ligação histórica à profissão. Ali funcionou o gremio de mareantes, que organizava e financiava a captura de baleias. “Os atalayeros ficavam na zona mais alta do cerro a observar o mar e quando avistavam um destes cetáceos ateavam fogueiras para avisar os baleeiros”, recorda Denis. Na hora de repartir a carne do mamífero, “a tradição mandava que o ventre fosse para a capela, uma barbatana para o pescador que o matou e a outra repartida entre a comunidade de pescadores”. A última baleia foi capturada em 1722, mantendo-se a pesca de outras espécies.

Apesar de ser um bairro de tradição popular, o facto de ser o berço da cidade confere-lhe um certo status social. Os que ali moram ainda hoje são conhecidos por playos – porque se banhavam na vizinha e comprida praia de San Lorenzo, ao passo que a restante população ia à praia de Pando ou Natahoyo (hoje Playa de Poniente) ou à de L’Arbeyal (mais a Oeste). Estes, não com menos orgulho, são coloquialmente denominados culos moyaos (cus molhados em português, assim mesmo, que por aqui a gíria terá sempre um tom de remoque), vai-nos contando Denis enquanto descemos, os barquinhos aconchegados aos nossos pés.

Era ali que ficava o antigo porto de pesca, reconvertido para a náutica desportiva em 1987, com as restantes embarcações definitivamente transferidas para o porto El Musel, muito maior e mais moderno, a seis quilómetros do centro da cidade (vemo-lo lá ao fundo, na outra ponta da baía, junto ao complexo industrial). Durante séculos o mar foi o principal ponto de partida e de chegada à cidade, então mais acessível de barco do que por terra, a região barricada entre a Cordilheira Cantábrica e o Oceano Atlântico. “Os nossos costumes são mais parecidos com os da Galiza [região fronteiriça a Oeste] e com países como Inglaterra ou Irlanda do que com o resto de Espanha”, dir-nos-á Miguel Villar, do Turismo de Gijón, dando o exemplo da música. A gaita-de-foles, por exemplo, é um dos instrumentos mais característicos das Astúrias, com espaço museológico próprio em Gijón, integrado no interessante Muséu del Pueblu d’Asturies.

Talvez por isso sejam especialmente arreigados – característica, aliás, comum a tantas outras regiões autónomas espanholas -, mas sem nunca perder o sentido de humor. Ali próximo, no limite entre o centro da cidade, o porto e o bairro antigo, na Plaza del Marqués, a estátua de bronze de Pelayos une todos os gijoneses. É considerado o fundador da monarquia asturiana, ao expulsar os muçulmanos da região na batalha de Covadonga, e por isso tido como o primeiro rei de Gijón, figura principal do brasão da cidade. No Antroxu (Entrudo), a população mascara-o de alguma personagem controversa da actualidade (no ano passado, um não tão polémico Darth Vader) e sempre que “os gijoneses querem reforçar a sua origem dizem: “yo nací baxo los coyones de Pelayo””, ri-se Denis. “Isto no voy a traducir.”

Cidade de indústria

Não traduzamos, então – que para bom entendedor meia graça basta – e sigamos caminho pelo centro da cidade, que ali começa. No final do século XIX, Gijón estava a converter-se numa cidade industrial, apoiando-se na exportação do carvão que chegava de comboio das minas do interior das Astúrias. A primeira linha ferroviária, construída em 1856 para unir Gijón e Langreo (uma das minas principais), foi a terceira em Espanha e a primeira de carácter industrial – o Museo del Ferrocarril de Asturias, na antiga estação principal da cidade, conta toda a história ferroviária da região e vale bem a visita

Com o grande desenvolvimento económico veio uma nova burguesia, “que queria demarcar-se de Cimavilla, criando novas ruas, praças e edifícios com uma arquitectura que mostrasse o seu estatuto”, vai explicando Denis, enquanto percorremos a Calle Corrida, hoje pedonal e repleta de lojas e cafés. Foi uma das vias traçadas no novo plano urbanístico e aquela onde actualmente se concentra o maior número de exemplos da arquitectura de então, inspirada na Art Nouveau. Um pouco por todo o centro da cidade, entre vários largos e jardins públicos, vamos encontrando prédios com características modernistas: esculturas femininas, flores e outros motivos vegetais, linhas ondulantes, fachadas cobertas com pedra, azulejos ou tijoleira, as varandas em ferro forjado ou pequenas marquises de madeira envidraçada. “Sempre com alguma simetria e estilo gracioso.”

No entanto, com o rápido crescimento da cidade e a chegada de muita mão-de-obra, atrás de alguns destes edifícios escondiam-se autênticos bairros de trabalhadores, com condições precárias, onde podiam viver cem pessoas em redor de um pequeno pátio e uma casa-de-banho comunitária. “Chegaram a existir duzentas ciudadelas em Gijón, esta era uma das principais”, conta Denis. Estamos na Ciudadela de Celestino Solar, na Calle Capua, actualmente um espaço etnográfico que retrata a vivência e os tipos de edifícios que existiam nestes bairros obreiros, hoje entregue a gatos vadios que preguiçam ao sol. Foi criada em 1877 e ali viveriam famílias, sem electricidade ou água corrente, até aos anos 1970.

É por esta altura que se dá a crise industrial, afectando sobretudo os sectores da siderurgia (mesmo assim mantendo algum peso actualmente) e dos estaleiros navais, provocando uma reconversão da economia da cidade, que se voltou para os serviços e para o turismo. Um dos resultados mais evidentes foi a reabilitação da zona dos estaleiros com a recuperação da Playa de Poniente, recriada artificialmente em meados dos anos de 1990.

De culín em culín

Afastamo-nos da malha urbana da cidade – apesar de não ser a capital das Astúrias (Oviedo, a 20km), é o concelho mais populoso – e entramos agora na zona rural para visitar um lagar de sidra. A viagem de carro é curta, cerca de 20 minutos a partir do centro da cidade, mas a mudança de cenário é drástica: as estradas entortam-se, o verde domina a paisagem feita de pomares e pastos de plácidas vacas, aqui e ali pequenas vivendas rurais, muitas ainda com os tradicionais hórreos ou paneras, celeiros feitos de madeira, com telha e varandim, empoleirados em colunas de pedra para impedir a entrada de roedores (semelhantes aos espigueiros minhotos mas maiores e de arquitectura mais trabalhada). “Quando ia visitar os meus avós era aqui que dormia”, contar-nos-á Juan Alfonso Fernández García, director do Museo de la Gaita, numa visita guiada pelo Museo del Pueblo de Asturias, onde está inserido.

É aqui que também veremos o interior de um antigo lagar de 1900, os utensílios e prensas então utilizados muito mais rudes e artesanais do que aqueles que encontramos no Llagar Piñera, na freguesia de Deva. “Na minha família fazemos produção caseira há mais de cem anos, pelo menos desde o tempo do meu bisavô, e há 70 anos que engarrafamos”, conta Jose Luis Piñera Trabanco, que gere actualmente a produção familiar com o pai. Por ano saem dali “cerca de 650 mil garrafas”. A visita (que deve ser reservada antecipadamente, geralmente feita à tarde durante a semana e de manhã ao sábado), começa lá fora, na pumarada, as últimas flores a dar lugar aos frutos, que serão apanhados entre Outubro e Novembro. Depois de lavadas e seleccionadas manualmente, as maçãs são esmagadas várias vezes numa prensa, para retirar o mosto que será depois fermentado em tonéis de aço inoxidável ou em barricas de madeira.

É na última sala, onde enormes barris quase tocam no tecto, que provamos as várias sidras aqui produzidas (há Sidra Natural Piñera e Llosa de Serantes, esta com o selo de Denominação de Origem Protegida, feita apenas com espécies autóctones e segundo o método de produção artesanal), depois de Jose Luis, num passo de precisão mágico, escançar a bebida: o líquido sai da torneira num jacto certeiro até ao copo, a dois braços de distância. A técnica del escanciado é um autêntico ritual, que se repetirá sempre que se bebe sidra.

Ditam as “regras” que o braço que segura a garrafa de vidro deve estar esticado acima da cabeça, o copo largo na outra mão, lá em baixo, ao centro do corpo, e de forma a que o líquido bata na parede do copo ao entrar. O processo, dizem, terá começado a ser utilizado para tirar os maus odores da sidra (quando a produção era arcaica e o controlo da qualidade deficiente), hoje para intensificar aromas e sabores e despertar o gás. “Não é uma bebida muito aromática, como o vinho, por isso é que se deve beber depressa”, indica Jose Luis. No copo, apenas um culín no fundo, bebido de um trago. “Tradicionalmente deixa-se um pouco no final, que é derramado no chão. Uns fazem-no para devolver à terra o que ela nos deu, outros para limpar o copo, pois normalmente é partilhado entre o grupo”, conta Miguel Villar.

Uma vez na zona rural, há que terminar o passeio num merendero – restaurantes situados à beira da estrada com uma zona de mesas ao ar livre – e provar a típica fabada asturiana, feita com um tipo de feijão branco e enchidos. À beira-mar plantada, é terra de peixe e marisco, mas também de fabada, chuletón, cachopo (semelhante a cordon bleu) e muito queijo. “Existem 47 queijos diferentes nas Astúrias”, afirma Miguel, garantindo ser “a maior concentração da Europa”. Os mais conhecidos o cacín, o afuega’l pitu e o cabrales. Desta vez ficamo-nos por uma fabada, dose familiar para um. “Vão sempre pôr-te mais comida do que aquela que consegues comer e se comeres tudo trazem mais.”

Natureza e praias desertas

Para desmoer a refeição, nada como uma caminhada junto ao mar, ainda no seio da natureza. Existem vários percursos pedestres assinalados por Gijón, nós seguimos pela Senda del Cervigón, cerca de nove quilómetros pela costa, desde o final da praia de San Lorenzo até à Playa de La Ñora, no limite do concelho. Fizemos várias batotas no caminho, confessamos, que o tempo não dá para tudo (e, para quem não aprecia subidas bastante íngremes, até aconselhamos que os 5km do trajecto até ao Parque del Cabo de San Lorenzo sejam percorridos de transporte).

Este troço do percurso é acompanhado por várias esculturas (entre elas, “Madre del Emigrante”, a “lloca del rinconín” da cantilena jocosa), terminando no miradouro de La Providencia, onde um corredor de escadas sobem ao vazio do céu para dar a melhor vista sobre a cidade. A partir daqui é natureza pura, de costa verdejante, falésias de pedra cinzenta e praias selvagens, o cheiro a eucalipto quase sempre presente.

Caminhamos até ao final da Playa de Serín, depois de carro até à praia de Estaño e ao miradouro de La Ñora, uma varanda cénica sobre os penhascos que o esforço para lá chegar (e voltar) a torna mais bela. Dezenas e dezenas de degraus pela encosta, que um homem na casa dos 60 sobe a correr no seu jogging diário. “Buenas tardes”, sem pausa nem perda de fôlego. Até parece fácil. “Dizemos que é o paseo de los jubilados”, sorri Miguel. Veremos sempre muitos reformados, a correr ou a passear pela costa, na praia ou nos jardins. Chegamos ao miradouro, os olhos mergulhados no azul, branco e verde. Aqui termina Gijón. No outro lado da pequena enseada, com areia que entra terra dentro pelo leito do rio, já é Villaviciosa.

GUIA PRÁTICO

Como ir

Gijón fica no Principado das Astúrias, no Norte de Espanha, a 535km do Porto (4h45m) e a 843km de Lisboa (7h52m). A TAP tem uma ligação directa entre Lisboa e o Aeroporto das Astúrias, com vários voos por semana (número depende da época) e preços a partir de 85€ por trajecto. O aeroporto fica a cerca de 40km de Gijón, existindo um autocarro que faz a ligação à cidade (custa 8€ e demora 45 minutos). Para passear pela zona rural de Gijón ou pela região asturiana, aconselha-se alugar um carro.

Onde comer

El Feudo
Vinetería com cozinha tradicional asturiana com um toque moderno.
Calle de Felipe Menéndez, 4 - Gijón
www.elfeudogijon.com

Tierra Astur Poniente
Sidrería com decoração inspirada na bebida asturiana, loja de produtos regionais e cozinha tradicional com toque contemporâneo.
Calle Mariano Pola, 10 - Gijón
www.tierra-astur.com

Auga
Restaurante com comida gourmet de inspiração regional. Tem uma estrela Michelin.
Calle de Claudio Alvargonzález - Gijón
www.restauranteauga.com

El Cruce
Merendero tradicional.
Carretera de Deva, 8 - La Pontica, Cabueñes
www.restaurantelcruce.com


O que fazer

Além do passeio pelas ruas da cidade e praias urbanas, há muitos museus que merecem uma visita. Deixamos sugestões: Museo del Ferrocarril de Asturias (Plaza Estación del Norte), Museo Casa Natal de Jovellanos (Plaza de Jovellanos), Acuario de Gijón (Playa de Poniente) e Muséu del Pueblu d’Asturies (Paseo del Doctor Fleming, 877). Um pouco mais afastados do centro da cidade ficam o Jardín Botánico Atlántico (Avenida del Jardín Botánico) e, em frente, a Laboral Ciudad de la Cultura (um monumental edifício, o maior de Espanha, actualmente dedicado às artes e à cultura).
Entre muitas actividades propostas, há praias boas para a prática de surf e outros desportos náuticos ou vários percursos pedestres e de bicicleta.
No Verão a festa é contínua. Começou com a noite de São João e a partir daí há eventos e festivais durante praticamente todas as semanas até ao final de Agosto, terminando com a Festa da Sidra Natural. Destaca-se ainda o Festival Internacional de Cinema, em Novembro.

Na Internet
Turismo de Gijón: www.gijon.info
Turismo das Astúrias: www.asturias.es

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