Fugas - Viagens

Andorra: Água, pedra e bosque

Por Humberto Lopes (texto e fotos)

Por caminhos traçados nos vales, nas vertentes e nos cimos dos Pirenéus, num país antigo de andarilhos e de fronteiras desde sempre desafiadas por contrabandistas e passadores de gente. E uma viagem no tempo, até à arte e arquitectura românicas do principado.

O caminho que contorna o Engolasters é sombreado, cingido por um bosque de coníferas. O lago fica a 1620 metros de altitude e é muito popular entre os andorranos nos seus passeios de fim-de-semana. Para quem se mete à aventura em percursos mais longos, através das muitas veredas que percorrem o país de lés a lés, o lago pode ser também um refrigério para recuperar forças durante uma ou duas horas. 

Um par de caminheiros jovens, carregados com grandes mochilas, segue em direcção à estrada que leva ao povoado de Encamp. A moça, franzina, de cabelos ruivos a enjeitar o abrigo de um grande chapéu de abas, caminha um pouco mais atrás — vem cansada, talvez tenham ambos percorrido o caminho íngreme desde o vale. Ao andarilho da dianteira sobra ânimo e vai entretido com o assobio de uma melodia, ou talvez apenas o refrão, um sussurro que de súbito se torna claro, quando a batida surda das botas se detém numa paragem. É uma canção francófona, um poema de Louis Aragon musicado por Leo Ferré há um bom meio século: “Est-ce ainsi que les hommes vivent / Et leurs baisers au loin les suivent…”.

Esta é uma outra face do país pirenaico que atrai multidões para esquiar em Pas de La Casa e em Soldeu, duas afamadas estações de esqui, ou para fazer compras nas lojas tax free. Uma surpresa? Nem tanto. Ou talvez um pouco, mas apenas se nos tivermos esquecido de que Andorra é um território imerso entre as montanhas dos Pirenéus e detentor de um precioso património natural. É verdade que a crise que caiu sobre a Europa nos últimos anos tem provocado um declínio nas tradicionais atracções de Andorra e reduzido o número de visitantes, a sua principal fonte de receita. Mas há muito que o país recebe gente em busca da fruição do seu património natural, caracterizado por uma orografia extremamente acidentada, com vales profundos e vários picos acima dos 2000 metros. A repercussão internacional de iniciativas como as da Ronda dels Cims e da Marató dels Cims, provas de montanha programadas habitualmente para o Verão, é um testemunho da popularidade de Andorra entre andarilhos maratonistas.

Uma parte do país está classificada pela UNESCO como Património Mundial, mas Andorra poderia bem dar-se ao luxo de dispensar tal caução. Para tanto lhe valeriam três parques naturais — o de Madriu-Perafita-Claror, o de Sorteny e o de Comapedrosa, inúmeras e tentadoras veredas bem assinaladas e disponíveis para as andanças do trekking, lagos de montanha com os seus nevoeiros e lendas, uma flora alpina e sub-alpina a condizer com a altitude média do território e vistas de arrebatar lá nos altos, ou a caminho deles, em mirantes que são muitos e muito acima dos mil metros.

Andorra é também um território de povoamento antigo, com um acervo de riquíssimas narrativas históricas imprescindíveis ao retrato do país, um principado que tem perto de mil anos de existência e conserva exemplos notáveis de arquitectura pré-românica e românica. E histórias para serem contadas, ouvidas ou lembradas ao longo das centenas de quilómetros de trilhos mil vezes palmilhados por pastores e contrabandistas, muito antes de Andorra se tornar um paraíso para esquiadores e maníacos de compras.

Natureza e cultura. Para o viajante pouco fiado em estereótipos que se agarram como lapas à pele dos lugares, eis um itinerário bicéfalo, com um pé na estrada e outro na fé, através dos caminhos daquele que, como diz a propaganda turística, é o maior dos mais pequenos Estados europeus.

No interior dos parques

Sem surpresa, muitas das jornadas mais interessantes são as realizadas no interior dos parques naturais e entre essas estão as que levam os caminheiros às serranias mais próximas do céu e às dezenas de lagos com que se desenha, também, a paisagem andorrana — a água é, realmente, um elemento muito presente nas montanhas pirenaicas. Os lagos de Tristaina, de la Nou, de Juclà, Negre e Moreno estão entre os muitos enquadrados em impressivos cenários e nas rotas mais prezadas do país.

O Parque Natural de los Valles de Comapedrosa, no noroeste, à beira de La Massana, abrange um maciço com impressionantes panoramas de altitude e oferece algumas das rotas mais exigentes, disponibilizando também visitas guiadas, como as que percorrem o circo glaciar de Pla de l’Estany e as margens do rio Pollós. Quase sempre à vista do caminhante, ergue-se o farol nevado do Pico de la Comapedrosa, o ponto mais elevado de Andorra, a 2942m.

O Parque Natural del Valle de Sorteny, no norte, junto à fronteira francesa, alberga dois dos cimos mais elevados de Andorra, o Pico de l’Estanyó (2915m) e o Pico de la Serrera (2913m), ambos metas ou pontos de passagem de percursos pedestres. Com ou sem guia, ou com um guia impresso, a zona é propícia a circuitos de interpretação da paisagem — natural e cultural. Há zonas húmidas ricas em fauna, passarada e pequenos mamíferos, e a flora do parque, variada e abundante, inclui espécies consideradas únicas em toda a cadeia montanhosa dos Pirenéus.

A jóia da coroa do património natural e cultural de Andorra é o Parque Natural del Valle del Madriu-Perafita-Claror, que mereceu a classificação pela UNESCO como Património Mundial, na categoria de paisagem cultural, homenageando-se assim a exemplar relação entre a população humana residente e o meio ambiente. Nos termos da UNESCO, o parque, que ocupa quase 10% da superfície do país, é “um microcosmos bastante representativo da forma como os seres humanos aproveitaram os recursos das zonas altas da cordilheira dos Pirenéus, ao longo de milénios”. A classificação sublinha também a “dimensão representativa dos avatares económicos e dos sistemas sociais dos seus habitantes e a preservação da prática do pastoreio e da cultura montanhesa”, aspectos que os percursos pedestres do parque permitem conhecer. Se no que toca à imponência dos cenários naturais os parques de Comapedrosa e de Sorteny facilmente se podem revelar como os preferidos dos trekkers, o espaço do Madriu-Perafita-Claror, um paraíso de biodiversidade, é o mais paradigmático quanto à integração natureza-cultura. E o único, entre os três, que não tem uma única estrada no seu interior.

O santuário do Madriu

Um dos caminhos mais populares é o GR7, que se estende ao longo do rio Madriu, até ao sistema de lagos onde tem a sua nascente. Mas, para um panorama em jeito de voo de águia, o trilho ideal é o que ascende desde o Coll Jovell, na proximidade de Escaldes- Engordany, até ao miradouro de Tossa del Braibal, pendurado a 2650m numa crista que delimita o vale, de origem glaciar. Não se ouve o cantar do rio, que corre lá em baixo, entre pedra e verde, mas em contrapartida podemos avistar o cume nevado de Comapedrosa do outro lado. No final da Primavera e início do Verão não é raro sobreviverem nos picos e nas vertentes elevadas os últimos lençóis de neve do Inverno. Para quem deseje deter-se mais tempo, há um abrigo ali mesmo à mão, a meia dúzia de passos do miradouro.

O caminho ao longo da crista, ventoso, continua pela sequência de grandes penhas da Caser dels Pans e pelo Pic dels Agols, uma passagem intrincada pelo meio de um oceano encapelado de penedos. Depois, até ao lago Estany Blau, é sempre a descer — o que, como sabem os montanhistas, nem sempre são favas contadas. Este pedaço do trilho tem um grau de dificuldade obviamente maior do que o GR7 (e exige, absolutamente, calçado adequado e boa forma física), mas permite uma ligação (muito pouco utilizada e agreste) ao trilho do vale.

O GR 7 parte das imediações de Escaldes- Engordany. Já no vale, o caminho segue em contra-corrente com as águas do Madriu, ao longo de uns 13km, até ao lago de la Bova, a 2400m de altitude. O retorno ao ponto de partida, na sua versão mais suave, é feito em sentido inverso, a menos que o andarilho se decida por regressar a Escaldes pela vereda da crista.

O primeiro trecho do caminho, com passagens delimitadas por um varandim em madeira, inclui um pequeno túnel, logo seguido de uma encruzilhada de onde parte um trilho ascendente e mais estreito para o Coll Jovell. Seguimos pelo caminho do vale, que mais adiante tem a forma de vereda empedrada, andarilhando aqui e ali à sombra de bosques. Caminha-se à vista de sinais da presença humana no território: uma calçada, agricultura em terraços, hortas, pequenas cabanas de pastores. À medida que se sobe em direcção ao refúgio de Fontverd, o traçado torna-se mais sinuoso e irregular. A casa de pedra do abrigo está a 1900m de altitude e a vista para o vale é esplêndida, dominada por uma espécie de esplanada verdejante. Os cenários que acabamos de atravessar, por vezes por um caminho paralelo ao rio, confirmam os critérios de eleição do Vale do Madriu-Perafita-Claror pela UNESCO, uma paisagem tanto natural como cultural, testemunha das formas como a população estabeleceu uma relação harmoniosa com o meio. Um pequeno museu mostra, a passos tantos, como em tempos mais antigos os habitantes usaram a força motriz das águas do Madriu num “martelo hidráulico” para trabalhar o ferro. 

Até Fontverd, a 6km de Escaldes- Engordany, decorreram duas horas de caminhada lenta, com muitas paragens à sombra dos bosques que habitam as margens do Madriu. A etapa com maior desnível (cerca de 350 metros) é a que se segue. São quase 2km a subir até ao refúgio de Riu dels Sorris, localizado a uma altitude de 2230m. Com sorte, e olhar atento, avistaremos uma ou outra cabra-montesa de focinho erguido, alvoroçada pela presença de caminhantes.

Para trás deixamos o refúgio de Fontverd e duas cabanas, as de Farga e de Serrat de Barracota, que podem servir de abrigo temporário em caso de tempestades súbitas, fenómeno comum nestas paragens, e continuamos por encostas onde as árvores se vão tornando mais raras. A subida até aos lagos requer ainda uma boa meia hora de caminho e fôlego alquebrado. É destes lagos calmos de montanha, que fazem parte do círculo glaciar de Gargantillar, que o rio Madriu recebe as suas águas cristalinas.

___________________________

Caminhos de pastores, caminhos de contrabando
Haverá razão para espanto que um país tão imerso em montanhas, apesar da dimensão, reúna tão elevada quantidade de trilhos? Atravessar montanhas por veredas difíceis e cruzar fronteiras (que estão quase sempre à mão) nunca foi actividade estranha a Andorra, onde o contrabando chegou mesmo a ser considerado uma actividade legal. Também durante os anos da Segunda Grande Guerra e da Guerra Civil Espanhola, muita gente passou a salto fugindo da instabilidade e das perseguições — e há, até, uma certa “lenda negra de Andorra”, segundo a qual alguns passadores se apoderaram de haveres e vidas de judeus que tentavam escapar ao nazismo. O tema é sensível e continua por ser devidamente esclarecido, como tem vindo a assinalar o historiador andorrano Claude Benet.

Hoje, alguns desses trilhos (uma boa parte firmada nas actividades de pastorícia de montanha) apresentam-se assinalados e integram uma extensa rede de caminhos muito apreciada pelos amantes do turismo de natureza. Andorra oferece aos caminheiros uma irrepreensível estrutura e toda a informação indispensável, quer sobre os parques naturais, quer sobre os trilhos e a rede de casas abrigo utilizadas durante os trekkings. Há alguma informação disponívelonline, mas o mais aconselhável é obtê-la, em formato personalizado, num dos vários postos de turismo, onde é possível satisfazer todas as dúvidas, adquirir mapas dos trilhos e, se a opção for essa, contratar os serviços de um guia de montanha para os percursos mais difíceis ou arriscados.

Há, naturalmente, trajectos com graus de dificuldade muito variados. Uns são adequados para uma simples jornada diária, outros, pela extensão e dificuldade, exigem dois, três ou mais dias; outros, ainda, como os que rodeiam o lago de Engollasters, são procurados para passeios familiares de fim-de-semana. Alguns dos trilhos beneficiam da vantagem de se iniciarem próximo de povoações servidas por transportes públicos, o que muito facilita a programação dos trekkings e das caminhadas.

Os percursos mais aliciantes para caminheiros experimentados estão para além das fronteiras dos parques, mesmo se incluem etapas no seu interior: são os percursos de Grande Rota. Para além do GR7, há quatro que são incontornáveis para quem deseje conhecer Andorra passo a passo. O primeiro é o GRP, o mais longo e abrangente: uma rota circular de 120km, a realizar em sete etapas, com passagem por todos os refúgios da rede e cobrindo quase todo o território de Andorra. O segundo, o GRT, articula trechos em Espanha e França e inclui um roteiro pelos lagos. O terceiro, o ARP, ou Alta Ruta Pirenaica, é de grande exigência física e técnica, tal como o primeiro, mas com desníveis extremos, de 2565m e 2270m (positivo e negativo, respectivamente). Finalmente, o GR 11, o mais abrangente de todos, cobre toda a cordilheira dos Pirenéus, desde o Mar Cantábrico até ao Mediterrâneo, incluindo alguns trechos em terra andorrana.

Arte e fé: a rota do românico
 

Algumas têm mil anos, outras um pouco menos. São cerca de quarenta as igrejas românicas que fazem parte de um roteiro pelo património religioso medieval de Andorra. Singelos e austeros na sua maior parte, estes templos resistiram praticamente um milénio às alterações e acrescentos que “actualizaram” alguns dos seus congéneres europeus. A sobriedade e a dimensão — determinadas pela pobreza ou pela escassez de recursos destas comunidades — predominam numa comum atmosfera de recolhimento. Não tendo a arte escultórica uma presença significativa na ornamentação destas igrejas, há, no entanto, uma expressiva presença de pinturas murais em muitas delas. 

Um roteiro pelas mais interessantes não tomará mais do que um ou dois dias, reunidas que estão numa área central de Andorra, com pequenas distâncias entre elas. O viajante fará bem em incluir igualmente no itinerário uma mão-cheia de pontes da mesma época (Margineda, em Encamp, e Les Salines, perto de Ordino, entre outras) e um notável exemplar de arquitectura religiosa pré-românica — a igreja de Santa Coloma, famosa pelo seu inusitado campanário circular.

Começando pelo nordeste, à saída de Canillo, na direcção da estação de Inverno de Soldeu, está a igreja de Sant Joan de Caselles (séculos XI/XII). Plantada sobre uma plataforma sobranceira ao rio Valira del Orient, imagina-se o gracioso cenário antes da construção da estrada que corta o vale. O plano é o que vamos encontrar na maioria das igrejas românicas do roteiro, uma nave rectangular com cobertura de madeira, uma abside semicircular e um campanário de feição lombarda e ar robusto. No interior há pinturas murais e um retábulo do início do século XVI, denotando influências renascentistas. 

Descemos a seguir até Escaldes, contornamos Andorra la Vella e seguimos na direcção de La Massana e de Ordino, até ao povoado de Cortinada. A igreja de Sant Marti de la Cortinada será, porventura, a que incorporou mais mudanças /ampliações nos séculos XVII e XVIII, incluindo alguns retábulos barrocos. Conserva, todavia, pintura mural do século XII. 

A uns sete ou oito quilómetros de La Massana, na direcção da fronteira espanhola e depois de muitas curvas e contracurvas, chegamos a Pal, a 1800m de altitude. A povoação constitui um dos núcleos rurais mais bem preservados em Andorra, com um número razoável de casas exemplares da arquitectura tradicional do país. Inclui uma igreja românica, Sant Climent de Pal, de finais do século XI, com uma pia baptismal em granito, cruzes processionais em madeira policroma e algumas imagens medievais. A torre, de estilo lombardo, tem três pisos e janelas geminadas, o que a torna singular em Andorra. Ali perto, o Centro de Interpretação Andorra Românica é uma boa fonte de informação para ajudar a planear o roteiro românico.

Regressamos a Encamp e a próxima paragem é Les Bons, lugar abrangido, tal como Pal, por um plano de conservação de arquitectura tradicional lançado em finais dos anos 1990. Caminhamos por ruas estreitas até à igreja de Sant Romá de les Bons (século XIII) e quedamo-nos a admirar pinturas que nos falam das visões apocalípticas de São João. O resto da admiração esvai-se diante do belo retábulo gótico.

Este roteiro, brevíssimo e com imperdoáveis omissões, terminará em Sant-Julià de Lòria: mas antes, passaremos por Sant Miquel d’Engolasters para confirmar a sempiterna planta rectangular, que culmina em abside semicircular, mas desta feita um pouco atarracada face a um campanário alto e exagerado. Além das pinturas murais, damos com umas misteriosas cabeças esculpidas no último piso da torre.

Sant Serni de Nagol é o último passo do itinerário. Para lá se vai palmilhando um trilho que mais parece um aqueduto que perdeu o norte entre a penedia. A igreja empina-se num promontório elevado, qual mirante com Sant Julià de Lòria aos pés. A planta é a mesma, românica e de meados do século XI. As pinturas são as mais antigas do românico andorrano, reproduzem símbolos como o Agnus Dei e esforçam-se por explicar aos mortais as diferenças entre o bem e o mal.

À frente da igreja, cercado por um muro de pedra, há um pequeníssimo cemitério, com uma dezena de campas e duas cruzes brancas sobre lajes de mármore, onde lemos nomes catalães. À volta, montanhas e vento. E a súbita memória dos versos de um poema de Jorge de Sena: “Vai-te, ou melhor, / ó caminhante, voa, que se agora / és tu quem lê, não tarda serás lido”.
 

GUIA PRÁTICO

Andorra não possui aeroporto, pelo que as ligações aéreas têm de ser feitas através de um dos aeroportos internacionais com localização mais próxima, Barcelona ou Toulouse. A partir daí pode-se tomar um autocarro (saídas de ambos os aeroportos, da estação de Sants, em Barcelona, e da Gare Matabiau, em Toulouse). Há voos directos diários entre essas cidades e Lisboa e Porto, alguns disponibilizados por companhias aéreas low cost. Para quem preferir a opção terrestre, a partir de Portugal uma viagem de automóvel representa cerca de 1000km, que podem ser percorridos num único dia, via Lleida e La Seu de Urgell. O comboio é outra alternativa — viaja-se até Puigcerdà, a estação ferroviária mais próxima, perto da fronteira francesa, tomando-se aí um autocarro para Andorra la Vella, que fica a cerca de 60km.

Quando ir

Dependendo, obviamente, das motivações, pode-se viajar para Andorra durante quase todo o ano. Para as actividades mencionadas nesta reportagem, a Primavera, o Verão e o início do Outono são as melhores épocas. Para os itinerários acima dos 1700 metros, aconselha-se o período que decorre de meados de Junho a finais de Setembro, não se dispensando a obtenção de informação prévia sobre as condições atmosféricas. Os postos de turismo disponibilizam aos caminhantes uma app que permite uma localização rápida em caso de emergência. 

Informações úteis

Não é necessário visto para os cidadãos da União Europeia, bastando o passaporte, com pelo menos seis meses de validade. O catalão é a língua oficial, ainda que o francês e o castelhano sejam também muito correntes. A moeda utilizada é o euro. Nas principais localidades, Andorra la Vella, Sant Julià de Lòria, Encamp, Canillo e Ordino e La Massana, há postos de turismo onde se pode obter toda a informação necessária. Há uma linha de autocarro que faz o circuito das igrejas românicas durante o Verão. Para além dos percursos assinalados para trekking, há muitas outras actividades possíveis no domínio do ecoturismo. Para mais informações, aconselha-se a consulta do site www.visitandorra.com. Informação sobre a Ronda dels Cims e sobre a Marató dels Cims em www.andorraultratrail.com/.

Onde ficar

Sendo o turismo a principal fonte de receita da economia de Andorra, existe uma ampla oferta de alojamento. As unidades hoteleiras sugeridas fazem parte de uma rede que oferece condições especiais para caminhantes, como espaços para limpar e armazenar equipamentos, informação sobre os trilhos para descarregar nos telemóveis ou no GPS, transferes entre alojamentos, guias de montanha, tendas especiais, previsões meteorológicas actualizadas, etc. 


Hotel Paris
Av. de Joan Martí, 2, Encamp 
Tel.: 376 731525, fax 376 731 525 
Email: info@hotelparisencamp.com
www.hotelparisencamp.com


Hotel Coma
C. del Camp de la Tanada, Ordino
Tel.: 376 736100, fax 376 736101;
Email: hotelcoma@hotelcoma.com
www.hotelcoma.com


Apartaments Sant Moritz
Ed. Joan de Torne, Arinsal, La Massana
Tel.: 376 737878, fax 376 737898
Email: caio@santmoritx.com
www.santmorit.com

--%>