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Rui Soares

Le Canard, charcutaria gourmet na Portela

Por Alexandra Prado Coelho

Le Canard é uma charcutaria gourmet com opções maioritariamente portuguesas, mas também de fora. A iniciativa é de Pedro Vasconcelos que tem uma história para cada produto.

Por onde se começa quando se quer abrir uma charcutaria gourmet? "Por fazer muita pesquisa", explica Pedro Vasconcelos, que, em plena crise económica, resolveu arriscar e abrir Le Canard, uma charcutaria com produtos delicatessen, no Centro Comercial da Portela, na grande Lisboa.

Falou com muita gente, encomendou muitos produtos, fez muitas provas, investiu dinheiro, contactou produtores, foi a muitas feiras - incluindo a Feira Gourmet de Madrid, onde se espantou por não encontrar produtores portugueses, com excepção das compotas da Casa da Prisca. Tudo isto para chegar a uma lista de perto de 800 produtos que hoje tem na sua loja e que faz questão de dar a provar aos clientes para que saibam o que estão a comprar.

Uma das apostas de Pedro - que já tinha trabalhado com o grupo Pestana na área da alimentação e que esteve ligado à reabertura do restaurante Tavares, em Lisboa - é precisamente a de divulgar os produtos que tem à venda, explicar de onde vêm, como são feitos, o que os diferencia.

Para as mesas que tem no exterior da loja traz-nos uma tábua de queijos e enchidos para nos dar a provar queijo de cabra com pimentão, linguiça curada de Aragão, paio de Montalegre, queijo terrincho de Trás-os-Montes, cupita de porco preto, e ainda um queijo de cabra com vinho tinto, vindo de Espanha.

De cada produto, Pedro sabe contar a história e explicar a melhor forma de o usar - desde o vinagre de vinho velho da Granja dos Moinhos em Maçussa ("fazem também um queijo chèvre excelente"), às salsichas alemãs tipo krakowski ou grove, ou ainda aos gins Citadelle e London, considerados dos melhores do mundo, e para os quais Pedro aconselha água tónica Fever Tree, que também vende no Le Canard.

E porquê o Centro Comercial da Portela? "Para loja de rua só tinha confiança na zona do Rossio/Chiado ou em Cascais. Mas Cascais não domino bem, e no Rossio tenho visto muita charcutaria boa fechar. Na Portela há uma clientela mais fidelizada, e não dependo dos turistas ou da rua."

Cerca de 60 por cento dos produtos que tem na loja são portugueses (tem também muitos espanhóis, sobretudo queijos e enchidos). Mas confessa que a relação com os produtores portugueses nem sempre é fácil, e que por vezes "compramos lá fora produtos mais baratos e com melhor apresentação".

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