Um caso de emergência médica obrigou o “MS Balmoral” a divergir da rota prevista, que pretendia recriar a viagem que o “Titanic” deveria ter feito há cem anos.
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O cruzeiro, no qual não faltam trajes a rigor nem um ambiente a recordar o século passado, está a revelar-se mais atribulado do que seria de esperar. Primeiro, foi o estado do mar, com ondas de até seis metros, e os ventos fortes, de até 70km/h, que levaram ao cancelamento de espectáculos e originaram várias situações de enjoo entre os passageiros. Agora, uma situação médica obrigou o navio a regressar para perto da costa.
“O navio está a voltar para trás (…) e a aproximar-se da costa [irlandesa] de forma a ficar acessível a um helicóptero”, informou a Fred Olsen, proprietária do Balmoral. O resto da viagem “não deverá ser afectada”, ressalvou a companhia.
O caso está relacionado com um operador de câmara da BBC, Tim Rex, de 56 anos, que, depois de observado a bordo, foi retirado do navio ontem ao fim da tarde. O "MS Balmoral", entretanto, já prosseguiu viagem.
O navio levantou âncora em Southampton no domingo com a intenção de reproduzir o mais fielmente possível a história do “Titanic”: a data da partida, o número de passageiros a bordo, a rota, o destino — tudo tal e qual como ocorreu há um século. A excepção será uma cerimónia de homenagem agendada para o próximo domingo no local onde o colosso transatlântico naufragou depois de ter colidido com um icebergue.
Actualização com dados da emergência médica em causa