Na carta dirigida aos agentes de promoção turística, à Carris e ao presidente da câmara, António Costa, o FCLX encoraja os visitantes a utilizarem estes transportes públicos, mas sugere que os guias os alertem para a vantagem de adquirirem os bilhetes pré-comprados e para terem em atenção que aqueles transportes históricos da cidade, eléctricos, elevadores e ascensores, muito antes de terem aptidão turística, já serviam as comunidades locais.
O apelo é também dirigido à transportadora e à direcção da autarquia, para que encontrem formas de promover outros percursos menos utilizados, apontando o exemplo do ascensor do Lavra e a reabilitação do espaço público nas envolventes do Lavra e do ascensor da Glória. No mesmo sentido, apelam os subscritores da carta que se retome o diálogo para o regresso do eléctrico 24 às linhas (entre Cais do Sodré e Campolide).
O regresso daquela carreira, descontinuada em 1997, estava nos planos camarários de circulação da Baixa e de reformulação do Cais do Sodré, anunciada para depois da empreitada da Ribeira das Naus, desejo que não era partilhado pela Carris. Em Fevereiro de 2011, ainda que dissesse estar a ser objecto de estido, a Carris precisou ao PÚBLICO que tal projecto, "face aos grandes financeiros e à existência de boas alternativas de transporte público naquele eixo, não é prioritário no curto prazo."