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Sugerido à Carris acabar com bilhetes a bordo do 28

Por Carlos Filipe

Acabar com a sobrelotação nos eléctricos de Lisboa, evitar perturbações na circulação e transtornos aos seus utilizadores e à comunidade turística é a mais recente chamada de atenção da plataforma cívica Fórum Cidadania Lx (FCLX), que lançou sugestões às administrações da transportadora e da cidade, e fê-lo saber às editoras de guias turísticos estrangeiros dedicados a Lisboa.
Segundo aquela associação de cidadãos, a supressão da venda de bilhete de bordo na carreira 28 do eléctrico, que serve as comunidades locais, mas também por ser a de maior afluxo turístico no Verão, é tida como medida fulcral para melhorar a circulação, os tempos de espera e filas de acesso, mas também para ajudar a resolver o que diz ser um "escândalo que todos envergonha": o elevado número de carteiristas que operam naquele transporte público.

Na carta dirigida aos agentes de promoção turística, à Carris e ao presidente da câmara, António Costa, o FCLX encoraja os visitantes a utilizarem estes transportes públicos, mas sugere que os guias os alertem para a vantagem de adquirirem os bilhetes pré-comprados e para terem em atenção que aqueles transportes históricos da cidade, eléctricos, elevadores e ascensores, muito antes de terem aptidão turística, já serviam as comunidades locais.

O apelo é também dirigido à transportadora e à direcção da autarquia, para que encontrem formas de promover outros percursos menos utilizados, apontando o exemplo do ascensor do Lavra e a reabilitação do espaço público nas envolventes do Lavra e do ascensor da Glória. No mesmo sentido, apelam os subscritores da carta que se retome o diálogo para o regresso do eléctrico 24 às linhas (entre Cais do Sodré e Campolide).

O regresso daquela carreira, descontinuada em 1997, estava nos planos camarários de circulação da Baixa e de reformulação do Cais do Sodré, anunciada para depois da empreitada da Ribeira das Naus, desejo que não era partilhado pela Carris. Em Fevereiro de 2011, ainda que dissesse estar a ser objecto de estido, a Carris precisou ao PÚBLICO que tal projecto, "face aos grandes financeiros e à existência de boas alternativas de transporte público naquele eixo, não é prioritário no curto prazo."
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