Fugas - notícias

  • O
    O "Spirit of Chartwell" em cenário Invicta DR/Douro Azul
  • O
    O "Spirit of Chartwell" a caminho do Porto DR/Douro Azul
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters
  • Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu
    Pelo Tamisa durante as celebrações do Jubileu Reuters

O Douro é a nova casa da barcaça real que os ingleses não queriam perder

Por Jorge Marmelo

O "Spirit of Chartwell", utilizado pela rainha Isabel II para comemorar o Jubileu no Tamisa, foi comprado pela Douro Azul e entra agora ao serviço da empresa. É o início de um nova aposta nos cruzeiros de superluxo.
Tem entre 3500 e 5 mil euros para gastar numa semana no Douro, desfrutando do mesmo luxo em que a rainha de Inglaterra viajou no Tamisa? Então é provável que esta notícia lhe interesse particularmente: esta sexta-feira chegou ao Porto, ao Cais da Ribeira, a barcaça real Spirit of Chartwell, que, após ter estado ao serviço das comemorações do Jubileu de Isabel II, no desfile fluvial do dia 3 de Junho, foi adquirido pelo empresário Mário Ferreira e vai, a partir de agora, efectuar cruzeiros turísticos a partir do Porto, inaugurando o novo serviço da Douro Azul. A primeira viagem do Spirit of Chartwell no Douro está marcada para o próximo dia 22, mas a embarcação só deve passar a operar regularmente a partir de Março.

"As barcaças de luxo são um produto que actualmente só existe em França e nós vamos aproveitar a publicidade gratuita que a compra do barco da rainha está a ter nos media ingleses", disse Mário Ferreira ao PÚBLICO, aludindo ao facto de a venda do Spirit of Chartwell estar a provocar alguma polémica do outro lado do canal da Mancha. Os ingleses, sempre zelosos dos símbolos reais, não gostaram de saber que a embarcação foi vendida "com prejuízo" pelo seu proprietário e a notícia chegou aos principais jornais. "Se os ingleses estão com saudades do barco, então podem vir fazer um cruzeiro no Douro", ironiza Ferreira.

Spirit of Chartwell, decorado em púrpura e dourado, tem 64 metros de comprimento e conta com 14 cabinas de luxo e uma suíte real. Segundo Mário Ferreira, nem chegou a estar à venda. "Assim que vi as imagens da barcaça, e porque já tinha a ideia deste novo negócio, tirei uma manhã para descobrir a quem pertencia. Percebi que o dono era o Philip Morrell, que conheço há vinte anos. Fiz o contacto e fechei o negócio ainda em Junho. Agora não faltam pretendentes ao barco, mas, naquela altura, foi uma sorte ter feito a proposta no timing certo".

Pela leitura dos jornais ingleses, percebe-se o resto do enredo que ajudou a trazer a barcaça real para o Douro. A Magna Carta Steamship Company, anterior proprietária, tentou obter licença para que o barco pudesse efectuar percursos turístico entre Londres e Richmond, mas viu essa pretensão ser-lhe negada pelas autoridades, devido à passagem sob uma ponte. Como se este desaire não fosse suficiente, o barco perdeu ainda o lugar no cais no centro de Londres que a organização dos Jogos Olímpicos precisou de ocupar. "Foi a última gota. Decidi que o barco não era viável", explicou Philip Morrell ao The Telegraph.

Mário Ferreira entrou em cena e, segundo Morrell, comprou o Spirit of Chartwell por metade do preço que tinha custado. O montante do negócio está, porém, abrangido por uma cláusula de confidencialidade. "O que interessa é que o barco está comprado e pago", diz.