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O novo Airbus A350 já voa

O primeiro voo ocorreu três dias antes da abertura, na segunda-feira, do salão aeronáutico de Paris, a Meca do confronto entre os dois rivais. Tom Enders disse na quinta-feira, esperar receber centenas de encomendas no Salão de Bourget.

Este é um golpe de publicidade brilhante para a Airbus já que a Boeing quer usar o certame para garantir que as as dificuldades técnicas do Dreamliner pertencem ao passado. Os problemas de sobre-aquecimento das baterias de lítio do aparelho levaram a que toda a frota de 787 ficasse parada durante três meses no início deste ano.

Christophe Menard, analista da Kepler Capital Markets, em Paris, observou que, apesar dos 18 meses de atraso em relação ao calendário previsto para o desenvolvimento do A350, a Airbus está a ser mais rápida do que a Boeing com o 787, que entrou ao serviço no Outono 2011, com três anos de atraso.

Um primeiro voo bem sucedido pode dar um impulso às encomendas do A350, ainda que inferiores às do 787 (613 contra 890). Os voos de teste durarão ainda 14 meses, esperando-se que com o A350 se evitem os atrasos industriais que ocorreram com o A380, que não pôde ser entregue senão no segundo semestre de 2007, dois anos e meio depois de um primeiro voo bem sucedido.

A Airbus fez escolhas menos ousadas do que o Boeing para fiabilizar a industrialização do aparelho e evitar ter de desfazer e refazer todo os testes de componentes ou funções em aviões já construídos, um erro comum tanto no caso do A380 como do B787.

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