Fugas - Viagens

Nelson Garrido

Continuação: página 3 de 4

Tunísia: Depois da revolução, o paraíso

Quando ir
Quanto mais depressa melhor. Ou seja, se quiser aproveitar a ausência de turistas nas quantidades habituais, vá já, enquanto a generalidade dos potenciais visitantes ainda não percebeu que é seguro. Como destino típico de Verão, é sempre melhor viajar até à Tunísia antes do Verão, quando o calor não é demasiado e os preços não são de estação alta.

Como ir
Há voos directos da Tunisair a partir de Lisboa à segunda-feira durante todo o ano. Comprados no site, os bilhetes custam 203 euros. A opção "faça você mesmo" permite não ter um programa fechado à partida. Pode chegar a Tunes e depois decidir o que lhe apetece fazer a seguir. Os transportes públicos - autocarros ou mini-autocarros - funcionam como na generalidade dos países árabes. Os autocarros são mais caros, os mini-autocarros só partem quando estão cheios ou quando os viajantes decidem cobrir o preço dos lugares vazios e são a escolha ideal para quem quiser aproveitar as viagens para meter conversa com tunisinos. Se tiver o tempo contado, pode escolher os pacotes, tudo incluído, oferecidos pelas principais agências de viagem. Há várias opções entre os 500 e os 600 euros (ou um bocadinho mais, dependendo da escolha de alojamento) que permitem fazer uma semana de praia ou juntar os mergulhos a dois dias de visita a Tunes. Uma vez no destino escolhido, pode sempre optar por excursões de um dia, ao deserto, a cidades como Kairouan ou El Djem ou passeios de barco.

Onde ficar
Se Tunes for destino para pernoitar, a Avenida Bourguiba das manifestações e das esplanadas é a melhor escolha. O Museu Bardo fica longe, mas a medina é já ali ao lado, assim como quase tudo o que interessa visitar na cidade nova. São várias as opções na própria avenida, do Hotel África, o mais caro, ao mais moderno El Hana. No interior da cidade velha, as opções são diferentes, como o Dar El Medina, uma mansão do século XIX transformada em hotel de charme que é gerido pela família que ali vive há gerações. Um conforto diferente e uma decoração que mistura o tradicional com o prático, mais caro do que as opções fora de muralhas.

O que fazer
Em Tunes
Perder-se na medina e perder tempo numa esplanada da Avenida Bourguiba enquanto bebe um chá, come um gelado ou um estaladiço croissant e espera pela manifestação do dia. O Museu do Bardo é um museu de mosaicos, logo não é para todos. Mas quem tenha o mínimo interesse em mosaicos não pode deixar de passar por lá. Mesmo com o palácio parcialmente em obras e apenas seis salas abertas, vale bem a pena uma visita. A partir de Tunes pode visitar as ruínas de Cartago e a bonita vila de Sidi Bou Said. Se quiser perceber melhor o que levou os tunisinos a revoltarem-se contra Ben Ali e família, aconselha-se um passeio pelos subúrbios de La Marsa e Gammarth, onde viviam muitos dos familiares do ditador e da sua mulher, Leila Trebalsi. As casas de luxo da família foram pilhadas nos dias depois da fuga dos seus ocupantes.

Em Sousse e Hammamet
Praia, praia e praia. Areia branca, água a temperaturas mais do que convidativas e pouca gente, não se pode pedir muito mais. Mas há: restaurantes com bom peixe fresco e marisco; souqs com malas e sandálias de pele, lenços e jóias de prata, e muitos cafés com bom chá ou café turco forte à sua espera.

--%>