Saúde em foco
Ali, tudo é ciência e tudo é brincadeira. Até na loja e na cafetaria há segredos para descobrir. Na loja, por exemplo, há vários brinquedos científicos, autênticas engenhocas como elefantes de madeira que, empurrados, descem sozinhos traves de madeira devidamente acompanhadas por um papel que desvenda o enigma e nos explica a razão científica subjacente ao funcionamento do objecto (este folheto é uma óptima forma de brilhar quando as crianças perguntam "Porquê?").
Também na cafetaria se serve ciência: nas costas das cadeiras há quadras sobre diferentes temas. A cadeira amarela, por exemplo, diz-nos que "É um deles a celulose Que, não sendo um alimento,/ Garante ao seu intestino/ Um bom funcionamento". Já a informação fornecida pela cadeira roxa diz-nos que "A laranja é muito rica/ O limão é muito prosa,/ Mas têm tanta vitamina/ Quanto uma boa manga rosa".
Apesar de a saúde ser o tema forte do Exploratório - o centro já existe há mais de uma década em Coimbra, mas só em 2010 se mudou para um edifício construído de raiz no Parque Verde do Mondego -, também há espaço para as estrelas, num planetário para já improvisado numa tenda colocada no exterior.
O edifício que actualmente se ergue na margem esquerda do rio, no Parque Verde do Mondego, em Coimbra, foi inaugurado em Maio de 2010 (teve uma fase experimental cerca de mês e meio antes). Agora, o espaço é bastante maior do que o ocupado pelo Exploratório antigamente, no Jardim da Sereia, num edifício da Casa Municipal da Cultura. E, em 2012, quando se espera que o novo edifício abra portas, será ainda maior.
Nessa altura, a exposição "Em boa forma com a ciência" crescerá ainda mais: cada uma das ilhas que a compõem verá o território aumentado. É Victor Gil quem explica que a mostra é uma "espécie de arquipélago com sete ilhas" com diferentes actividades, umas relacionadas com a circulação do sangue, outras com o coração, com a respiração...
Bolha de sabão
Nós começamos por esta: fizemos de conta que tínhamos oito anos e metemo-nos numa espécie de polibã, puxámos uma haste e ficámos, todos contentes, cercados por uma bolha de sabão. Claro que depois tivemos que nos baixar, quase ficar de cócoras (ok, percebemos que não é para a nossa idade), para soprar sobre a bolha e ver o efeito do sabão distorcido. É um exercício que se insere na temática da respiração, mas sinceramente estávamos tão entretidos a soprar que nem fixámos bem a explicação sobre as membranas do pulmão. Temos que lá voltar, está visto.
Também não medimos a pressão arterial, na zona do coração e da circulação. Mas quisemos saber se tínhamos risco alto ou pequeno de ter um acidente cardiovascular e ficámos aliviados quando os berlindes ocuparam maioritariamente a zona verde. Se caíssem na zona vermelha, era um alerta para fazermos mais exercício físico, redobrarmos os cuidados com a alimentação, evitarmos o stress, entre outros parâmetros.
Nesta ala, podemos andar durante um bom bocado a brincar aos médicos e aos cientistas. Podemos carregar nuns botões (isso fizemos!) e ouvir os batimentos cardíacos de animais muito diferentes, como o coelho e o elefante, este último mais lento. Na área do coração, também podemos visualizar um electrocardiograma. "A pessoa deita-se, coloca uns eléctrodos toscos, não é uma coisa muito rigorosa, mas dá para perceber qual é o princípio", explica Victor Gil.