Mais a norte, Košice vai gozar do estatuto de ser a primeira cidade eslovaca a conseguir o estatuto de capital Europeia da Cultura no ano em que o país cumpre 20 anos de independência. Na região dos Cárpatos, a cidade apresenta-se como testemunho do império austro-húngaro mesclado com a realidade pós-Guerra Fria e prepara-se também para aparecer de cara lavada. Por exemplo, a velha piscina interior municipal, herdada da Checoslováquia, vai ser transformada num moderno centro de artes e cultura multifuncional (Kunsthalle), mantendo a água como elemento estrutural; e as instalações de antigas casernas, bem perto do centro histórico da cidade, vão ser transformadas num quarteirão criativo. É a cultura a liderar revoluções urbanas, em Marselha e Košice.
Infos: Marselha 2013 | Kosice 2013
Nápoles, Itália
É um turbilhão italiano: história milenar, que vem dos gregos, passa pelos etruscos e brilha romana, monumentos abundantes, casa da pizza; trânsito de caos impossível para não iniciados, sujidade nas ruas, território mafioso por excelência. Nápoles não é cidade fácil, mas pode entranhar-se e este ano o mundo vai andar por lá: 101 dias, 101 cidades.
O pretexto é o Fórum Universal das Culturas que, entre Abril e Julho, vai transformar a cidade na capital mundial das culturas sob o lema “A memória do futuro”. Com centenas de milhões de euros investidos, a cidade vai ser palco de manifestações artísticas e culturais de todos os continentes, ao mesmo tempo que vai receber uma operação plástica, sobretudo na zona oeste, que receberá a Ágora do fórum.
Sem perder o carácter e rugas que o tempo lhe deu e que se expressa entre ruelas estreitas ou grandes boulevards, oscilando entre quarteirões históricos e a moderna Praça do Plebiscito, os seus castelos e igrejas, a ópera, o funicular e o mercado que o é desde tempos romanos a abraçarem a baía de Nápoles.
Fora da sua capital, a região da Campania oferece-se desde a Costa de Amalfi à ilha de Capri, do Monte Vesúvio às ruínas fantasmagóricas de Pompeia.
Infos: Nápoles 2013 | Turismo de Nápoles
Derry/Londonderry, Irlanda do Norte
É a primeira Cidade da Cultura britânica (um título criado para impulsionar a economia através do turismo e das indústrias criativas) e um exemplo do “reino unido”: Derry/Londonderry, a segunda maior cidade da Irlanda do Norte, foi a escolhida para a inauguração do título.
Para muitos é o melhor exemplo de uma cidade fortificada britânica, mas aqui o passado é um fardo que se tenta ultrapassar olhando o futuro: há 40 anos foi palco do tristemente célebre bloody sunday, que viu 13 participantes numa marcha pelos direitos civis serem mortos por militares britânicos; no ano que se avizinha, a arte, dança, teatro, cinema, música e o desporto são pretextos para a aproximação das duas culturas da cidade.
Do programa anunciado destaca-se o Prémio Turner, o mais importante das artes visuais no Reino Unido, a acontecer pela primeira vez fora de Inglaterra; as estreias das novas produções da companhia teatral local Field Day, fundada pelo dramaturgo Brian Friel e pelo actor Stephen Rea, que vão voltar; e o All-Ireland Fleadh, o maior festival de música tradicional irlandesa que este ano vem aqui.