Um movimento nos anos 1990 proibiu a sua alimentação, numa tentativa de estabelecer um ecossistema mais natural para os dragões. O avistamento destes animais é inevitável na ilha, que oferece mais fauna para observar, em terra e no mar (baleias e golfinhos são comuns).
O mergulho e o snorkeling são actividades muito procuradas pelos turistas que vêm chegando cada vez em maior número à ilha e ao parque, porque as águas em redor, apesar de turbulentas, oferecem vista para um mundo subaquático feito de cores vibrantes, corais e espécies marinhas exóticas. As acomodações na ilha são sobretudo em acampamentos com cabanas — a condizer com a atmosfera de princípio do mundo.
Infos: Turismo da Indonésia/Komodo
Palau
De 21 mil habitantes vive esta república-arquipélago que ocupa 494 quilómetros quadrados distribuídos por oito ilhas principais e mais de 250 ilhotas e atóis. País jovem — a independência foi declarada em 1994 —, num canto do Pacífico, a República do Palau é um segredo bem escondido.
A sua remota localização, na Micronésia, a tal não será alheia — chegar lá é uma odisseia de continentes —, mas se calhar é ela que preserva paisagens intocadas, miragens entre a água e o céu do perfeito paraíso tropical, e um povo de simpatia transbordante, que se concentra sobretudo em Koror, a ilha mais populosa e antiga capital, entretanto transferida para Melekeok (em Babeldaob) e com pouco mais de 300 habitantes.
Cada ilha é uma caixinha de surpresas: da mais cosmopolita Koror e da contrastante Babeldaob, que oscila entre montanhas vertiginosas e dunas de areia, abrindo-se em lagos de água doce, à ilha Peleliu, cemitério de relíquias de batalhas da II Guerra Mundial entre japoneses e norte-americanos, muitas maravilhas naturais se revelam. Florestas luxuriantes, quedas-de-água e grutas intocadas, areias brancas e uma das maiores concentrações mundiais de recifes de corais que são a coroa da glória de Palau.
Esta natureza pristina é estimulada pelos habitantes, que apostam numa economia “verde” e na concretização de projectos de desenvolvimento sustentáveis.
Infos: Turismo de Palau
Coreia do Sul
Tem um vizinho a norte mais mediático e é talvez por isso muitas vezes ignorada, mas a Coreia do Sul é mais do que a sua capital, Seul, e os seus dez milhões de habitantes; do que a tecnologia; e do que a zona desmilitarizada (DMZ) entre as duas Coreias que, apesar do nome, é provavelmente a zona mais militarizada do planeta.
O ano passado, por exemplo, a sua maior ilha, Jeju, foi proclamada uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza: um vulcão central que se ergue a 1950 metros, rodeado de 360 outros vulcões-satélites, compõem a face mais visível da ilha a sul da península, mas não a única. Além das suas grutas e formações rochosas de lava, há praias, cascatas, lagos, sítios históricos e aldeias típicas — tudo envolto por um passado místico que data da Pré-História e lhe vale o título de “ilha dos Deuses”.
E, voltando ao continente, a Coreia do Sul tem-se tornado uma meca para actividades ao ar livre, tudo enquadrado por uma cultura e história riquíssimas. Quem quiser recolhimento, os mosteiros budistas recebem visitantes; mas em 2013 a Coreia do Sul vai estar no radar dos amantes do desporto: recebe o Campeonato Mundial de Remo e os Jogos Asiáticos em Recinto Coberto e de Artes Marciais.