Fugas - Viagens

  • Parque Natural do Tejo Internacional (arquivo)
    Parque Natural do Tejo Internacional (arquivo) Miguel Madeira
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BMW X Experience - A Primavera não fugiu da raia

Por Patrícia Carvalho

A aventura do Clube Escape Livre por terras do Parque Natural do Tejo Internacional começou com massagens e continuou estrada fora com muitos solavancos, como era suposto. Pelo meio, campos de estevas, um saltinho a Espanha, grifos e muflões e tostas com espuma de azeitona. Uma viagem cénica, sim, mas também de agrado ao estômago.

Anunciava-se que o fim-de-semana seria por terras do Parque Natural do Tejo Internacional e, claro, imaginámos logo imagens do rio Tejo, perdido entre paisagens verdes e imensas. A verdade, contudo, é que não chegámos a pôr os olhos no Tejo, nem sequer um vislumbre, ao longe. Andámos pelo seu parque, aos solavancos, como convém quando o que está em causa é mais um passeio da BMW X Experience, organizado pelo Clube Escape Livre, mas os rios que nos encheram os olhos foram o Erges e o Pônsul. E nem um nem outro se saíram mal.

O tempo anda uma chatice, já se sabe. Ora chove, ora faz sol, ora aquece o suficiente para calçarmos sandálias, ora exige que voltemos à roupa em camadas para nos protegermos do vento e quedas bruscas de temperatura. Mas Luís Celínio, o homem por trás dos passeios do Escape Livre, não podia ter escolhido melhor fim-de-semana para percorrer as terras de Idanha-a-Nova. O sol brilhou ininterruptamente, aquecendo a terra e os ocupantes dos 33 veículos que percorreram a paisagem verde, rosa, amarela e branca que nos acompanhou quase sempre. Naquele fim-de-semana, foi Primavera a sério e o cenário só lucrou com isso. 

Relaxe pré-altos e baixos
A viagem começa e acaba no Hotel Fonte Santa, junto às Termas de Monfortinho. É aí, colados à fronteira com Espanha, com o verde a estender-se até perder de vista das janelas do hotel e com o silêncio e o canto dos pássaros por companhia, que se preparam os carros para os três dias a testar as capacidades dos BMW X1, X3 e X5 fora do asfalto. A primeira noite, como de costume, já é de passeio, com os carros devidamente numerados e enfeitados de autocolantes a fazerem-se à estrada, escura como breu, para a curta etapa nocturna.

Por essa altura, quem chegou cedo já pôde experimentar uma hidromassagem ou um banho de bolha de ar nas termas, mas nós só vamos no dia seguinte. Pela manhã, antes de um dia inteiro por estradas de terra, a subir e a descer, a atravessar cursos de água e a vermos perdizes, apressadas, a afastarem-se no caminho, contornamos os terrenos do hotel e chegamos às termas num instante.

Ao sábado, às 9h, o espaço está sossegado e guiam-nos rapidamente até à pequena piscina individual, num compartimento fechado, em que poderemos relaxar durante uns (infelizmente) breves dez minutos. A água, proveniente da serra de Penha Garcia e indicada para problemas de pele (mas também do fígado e vias biliares, além do aparelho locomotor), é morna e macia e se nos deixassem bem que tínhamos ficado mais umas horas a apreciá-la.

Mas quem vai para um fim-de-semana do Escape Livre não vai para ficar a banhos, pelo que, depois do pequeno-almoço, o destino é mesmo a estrada. Ou os caminhos que existem fora dela. E os caminhos estão cobertos de flores. Aqui, na raia, a Primavera não parece ter a timidez que apresenta noutros pontos do país e cobriu as colinas de flores que formam verdadeiros tapetes coloridos. O rosmaninho está por todo o lado, com a sua característica cor lilás, mas há também encostas completas de pequenas flores silvestres, brancas e amarelas, e muitas estevas, com as suas pétalas brancas marcadas a vermelho.

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