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    Localização das tartarugas Daisy e Touché divulgada pelo Oceanário a 13.11

Após 30 anos de cativeiro, Daisy e Touché nadam livres no Atlântico. Cada uma para seu lado

Por Fugas

Duas grandes tartarugas viveram quase toda a sua vida em cativeiro em Portugal. No início do mês, o oceanário e a Marinha libertaram-nas nos mares da Madeira. A liberdade de ambas pode ser acompanhada online. Agora que têm o destino nas barbatanas, decidiram cada uma seguir caminhos diferentes...

Há mais duas grandes tartarugas marinhas a nadarem no Atlântico. "Daisy" e "Touché" foram "reintroduzidas ao largo das ilhas Desertas", "com um transmissor via satélite que permitirá o seu acompanhamento no oceano", no dia 1 de Novembro.

A operação, informa o Oceanário de Lisboa em comunicado, contou com o apoio da Marinha Portuguesa, que providenciou o transporte a bordo do "Cuanza" e a "logística necessária".

As tartarugas são da espécie Caretta caretta, considerada em perigo: "Touché" é a maior das e tem mais de 40 anos, informam, tendo sido "capturada acidentalmente por artes de pesca, perto da Figueira da Foz". "Ferida, foi entregue a um particular e mantida num aquário de um restaurante", indicam. Já "Daisy" foi "capturada acidentalmente dez anos mais tarde nas águas de Marrocos e levada para o mesmo local". Foram ambas "alimentadas à mão numa rotina diária". Em 2007, as tartarugas foram entregues ao Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios, onde passaram por "um processo de reabilitação" (incluindo "contrariar a rotina de alimentação à mão e a presença constante de pessoas"). Um processo que as levou a recuperar massa e peso: "Touché" tem 142kg (tinha 90), "Daisy" tem 91kg (tinha 75).

No Oceanário, além de coabitarem com outras espécies e serem "estimuladas à procura e captura de alimento vivo", também "trabalharam": estavam integradas no aquário da exposição temporária “Tartarugas marinhas. A viagem”.

Agora, gozam os primeiros dias de liberdade no Atlântico e a sua aventura pode ser seguida no site e Facebook do Oceanário de Lisboa.  Curiosamente, separaram-se, como se refere num post com mapa de posicionamento no Facebook do Oceanário: depois de “mais de 30 anos juntas agora seguiram direções diferentes”.

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