Fugas - restaurantes e bares

LUÍS FERRAZ

Cervejaria Liberdade, um clássico na Avenida

Por Alexandra Prado Coelho

O Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, tem uma nova cervejaria/marisqueira, onde se privilegia o produto português, com destaque, claro, para o marisco e o peixe.

Seria possível sentirmo-nos mais clássicos? A sala de longos cortinados, painéis de madeira nas paredes, a grande tapeçaria Zodíaco ao fundo, o azul das cadeiras altas ao longo do balcão que ocupa o centro, os empregados nas suas fardas brancas e negras, o bife tártaro preparado por um deles à nossa frente, a lagosta Thermidor que acaba de chegar à mesa. Não, nada poderia fazer-nos sentir mais clássicos. Excepto, talvez, James Bond a entrar na sala e a juntar-se a nós pedindo um Martini.

Estamos na recém-renovada sala da Cervejaria Liberdade, no Hotel Tivoli, Avenida da Liberdade, Lisboa. Até há pouco tempo, existia aqui a Brasserie Flo, mas os novos proprietários da cadeia Tivoli — o grupo tailandês Minor, desde Fevereiro do ano passado — decidiram mudar o conceito e transformar o espaço numa cervejaria/marisqueira onde se privilegia o produto português, com destaque, claro, para o marisco e o peixe.

O lado clássico é apenas charmoso e nada intimidante. O ambiente é descontraído e a ideia é que se possa almoçar ou jantar mas também passar a meio da tarde apenas para beber uma cerveja e comer, por exemplo, umas ostras (3 euros a unidade) ou uma dose de gambas do Algarve (80 euros kg) ou de camarões de Espinho (90 euros kg), ou um pica-pau feito a partir da melhor carne de lombo (20 euros, 200g). Se a lagosta Thermidor atinge os 150 euros/kg e a Mariscada Tivoli (com lavagante, casquinha de santola, ostras, percebes e gamba do Algarve) os 130 euros, é também possível comer um prego do lombo por 9,50 euros.

Aos mariscos e pratos mais clássicos confeccionados pela chef Adelaide Fonseca, com anos de experiência na casa, junta-se agora uma oferta de sushi, clássico ou freestyle (entre os 8 euros e os 29,50), preparado pelo sushiman João Pinto, que passou pelo Midori, na Penha Longa e, mais recentemente, por Osaka e pela Noruega, onde trabalhou num restaurante japonês. Afinal, entre Adelaide Fonseca e João Pinto a diferença é apenas o tipo de técnica — o peixe usado pode até ser o mesmo. E, por falar nisso, aconselham-se os filetes de peixe-galo com arroz de tomate (28 euros), outro clássico aqui feito por Adelaide Fonseca.

Para já, todas as atenções estão concentradas na nova cervejaria — que, para além da histórica tapeçaria desenhada pelo pintor Jean Lurçat e saída das manufacturas de Portalegre, manteve apenas os candeeiros da Brasserie Flo — mas em breve haverá mais novidades no Tivoli. Aliás, quem for à Cervejaria Liberdade aperceber-se-á de que o hotel está em obras (no futuro haverá menos quartos, mas mais espaçosos), que deverão acabar em breve e cuja conclusão trará também mais notícias na área da restauração do histórico hotel lisboeta, nascido no início do século XX, como pensão, do outro lado da Avenida da Liberdade.

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