Fugas - Viagens

Parque Nacional de Torres del Paine§ Chile

Parque Nacional de Torres del Paine§ Chile Josh Stephenson/Reuters

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Livro: As viagens que ainda não tínhamos pensado fazer

Mas, se, ainda assim, o Egipto é mesmo o seu destino de eleição, este capítulo deixa-lhe outras sugestões de locais que vão bastante para além de Gizé e que não deve mesmo perder - como as pirâmides de Saqqara e Dahshur, a poucos quilómetros do Cairo, ou o Templo de Hatshepsut, um monumento único, harmoniosamente escavado nas rochas que circundam o Vale dos Reis, junto a Luxor, e que nenhuma viagem a esta parte do país deve deixar de lado.

Mas chega de pirâmides e de túmulos faraónicos. Se a sua predilecção vai para o misticismo dos círculos de pedra ao género de Stonehenge, na Inglaterra, a sugestão é que deixe Stonehenge, e a impossibilidade de tocar nas suas pedras, para outra ocasião e que vá visitar antes Avebury, no Sul do país, que procure conhecer a formação oval de Ales Stenar (Suécia), construída pelos vikings, ou o Círculo de Pedras de Wassu (Gâmbia), considerada a maior formação do género em todo mundo.

A designação de "locais antigos" também pode despertar uma vontade louca de ir, finalmente, conhecer a Acrópole de Atenas (Grécia), o Coliseu de Roma (Itália), as ruínas da cidade de Pompeia (Itália) ou as construções rosa esculpidas na rocha de Petra ( Jordânia). Pense duas vezes. A sugestão deste guia é que, em alternativa, visite as ruínas gregas de Agrigento e Selinunte, na Sicília; a Arena de Pula, na Croácia (ou o El Djem, na Tunísia, ou a Arena de Verona, em Itália); Herculaneum, a 16 quilómetros de Pompeia e também soterrada pela mesma erupção do Vesúvio; e os monumentos esculpidos na rocha em Lalibela (Etiópia), ainda hoje um centro religioso pujante.

As propostas não acabam por aqui - longe disso - e transportamno a Borobudur, na Indonésia, em vez de sugerir que se fique pelos templos budistas de Angkor, no Cambodja; carregam-no até ao sítio maia de Tikal, na Guatemala, em alternativa a Chichén Itzá, no México, e impelem-no a conhecer o Palácio de Potala, no Tibete, as ruínas celtas no meio do verde denso de Glendalough (Irlanda) ou as catedrais de cúpulas douradas de Sergiyev Posad, na Rússia.

Festas e festividades

Depois do peso de tanta História, nada como relaxar em alguma celebração feita à sua medida. E o que lhe vem à memória, de imediato, quando pensa nisto? O Carnaval do Rio de Janeiro? Vá antes à festa mais popular de Salvador da Baía, a Olinda e Recife, ou salte a fronteira brasileira e dirija-se às ilhas de Trinidad e Tobago para ver como a última sexta-feira antes da Quaresma se torna colorida por estes lados. Gosta mesmo é de eventos culturais e não dispensa o Fringe, de Edimburgo (Escócia), ou o Festival de Jazz de Montreux (Suíça)? E que tal se experimentasse antes o Festival de Artes de Melbourne (Austrália) e as suas 60 a 80 actividades anuais de dança, teatro, ópera ou artes visuais, e o Festival de Jazz de Montreal (Canadá), com os seus mais de 750 concertos?

Para aqueles que não dispensam uma boa celebração religiosa, com toda a encenação que lhe está associada, é muito provável que já tenha ido ou pretenda ir à Semana Santa de Sevilha. Não lhe dizemos para não ir. Mas contemple a possibilidade de experimentar a religiosidade de uma forma muito diferente, gozando a mistura entre as tradições católicas e a cultura andina, na Semana Santa da cidade peruana de Cuzco.

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