Fugas - Viagens

Luís Octávio Costa

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Saint-Étienne - O sítio onde as coisas caem do céu

Falta meia dúzia de horas e os relógios voltaram a disparar. Adiante, numa redoma, a vila medieval Charlieu, semeada em torno de um mosteiro beneditino, fundado em 872. À distância de alguns passos, uma quarentena de casas dos séculos XIII e XIV (técnicas de colombage à vista), a boutique de chocolate Pralus, os candeeiros e as caixas de correio em ferro fundido e, paredes-meias, os imperdíveis Museu da Seda e Museu Hospitalar.

Só há tempo para uma salada, vinho a copo e queijo à discrição (fourme, brie, rigotte, chèvre, brique...) no 4 Saisons, em Boën, antes de nos transformarmos na sombra de Honoré d'Urfé, perdido no jardim labiríntico de La Bastie d'Urfé, em Saint-Étienne-le-Molard, Forez. Estamos a 40 minutos de Saint-Étienne. Estamos num castelo que conta histórias em surdina. Estamos numa propriedade onde as desventuras da família d'Urfé se cruzam com todas as artes do Renascimento. A esfinge do conhecimento, o mármore, a areia, as pérolas e as conchas da gruta rocaille (a única gruta artificial do século XVI ainda conservada em França), os quadros de Siciolante, as fontes mágicas, Astrée e Céladon.

A Fugas viajou a convite da ATOUT France, do Turismo de Saint-Étienne e da Ryanair

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