Fugas - restaurantes e bares

Daniel Rocha

A cozinha libanesa em Lisboa

Por David Lopes Ramos ,

O restaurante Fenícios, que há dois meses ocupa o espaço do Ao Prazer de Comer, inicia-nos nos prazeres das "especialidades culinárias do Líbano". Trata-se de uma cozinha cosmopolita, influenciada pelas culinárias árabe, turca e francesa.
As refeições iniciam-se com um conjunto variado de entradas (mèzés), algumas delas encantadoras como o houmous, uma espécie de puré de grão-de-bico, pasta de sésamo, sumo de limão, alho, sal e azeite, ou as folhinhas de videira recheadas com arroz (warak enab, 3,95 euros) e que têm um sabor citrino de grandes delicadeza; o falafel (3,95 euros), um frito, penso que também de farinha de grão-de-bico, com um aroma e sabor exótico no qual se misturam coentros e cominhos, entre outras especiarias.

A grelhada mista (7,95 euros) são três espetadinhas de carne de galinha, de borrego, esta picada e moldada do espeto, e de vaca, servidas na companhia de uma salada crua.

A presença de legumes, crus e cozidos, bem como do arroz e de sêmola de trigo, são uma constante nas ementas libanesas. Bem como produtos lácteos, designadamente queijos e iogurtes. Além do trigo, do grão-de-bico, as lentilhas também são um produto comum, bem como a batata, o tomate, a cebola.

A cozinha libanesa, a amostra deu para perceber, é muito aromática e de sabores delicados, resultado da utilização de um conjunto alargado de especiarias e ervas aromáticas (tomilho, açafrão, canela, gergelim, pimenta, cravinho, noz moscada, paprika, cardamomo, cebolinho, salsa, coentros, menta, alho, um nunca mais acabar), bem como água de rosas, de flor de laranjeira, óleo de sésamo.

Nós, portugueses, pensamos que não há doçaria mais doce do que a nossa. Têm que provar a libanesa. Por exemplo, o halawa (2,65 euros), um doce com pistáchios torrados, delicioso, é um bom exemplo do que fica escrito.

O vinho, a par de bebidas não alcoólicas e do arak, uma aguardente ansiada, acompanham as refeições.

Nos Fenícios há vinho português. Mais tarde poderá haver do Líbano. Há um deles, o Château Musar, tinto, que é famoso e caro. Mas haverá outros mais em conta, decerto.

--%>