Fugas - restaurantes e bares

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O café das bicicletas

Por Liliana Pascoal Borges ,

No centro de Lisboa, nasce o "primeiro velo café português". Também loja e oficina, com direito a esplanada, aqui tudo gira à volta das bicicletas que, claro, são muito bem-vindas. Para repor energias, o Velocité propõe uma ementa variada e criativa com muita pedalada.

A ciclista toca a campainha para alertar um homem que caminha no espaço reservado às bicicletas. A ciclovia da Avenida Duque de Ávila, em Lisboa, é um dos espaços da cidade a que nem todos ainda se habituaram, mas conta agora com uma nova atracção: o Velocité Café, um estabelecimento onde é possível entrar e estacionar o próprio modo de transporte.

O número 120 A chama a atenção de ciclistas e peões. A porta, ao lado de uma montra que exibe uma bicicleta de modelo urbano, é a mesma que antes dava acesso a um stand de automóveis. "Uma simples coincidência", que retrata a tendência que se faz sentir nos centros urbanos, onde a bicicleta surge como alternativa de transporte quotidiano, garante João Camolas, um dos proprietários do primeiro velo café português.

João Bernardino, um dos primeiros clientes do Velocité Café, ouviu falar do estabelecimento nas redes sociais. Há dez anos que anda de bicicleta por Lisboa. Antes também recorria aos transportes públicos, mas nos últimos dois anos percebeu que conseguia prescindir deles. Como forma de tornar a cidade mais amiga das bicicletas, defende "a redução das velocidades de circulação dos automóveis em vias secundárias, uma medida sem custos e que beneficiaria peões e ciclistas". E elogia a Carris e os Bike Bus, onde é possível entrar com bicicleta, no horário normal, nas carreiras 708, 723, 724, 725 e 731.

João Camolas, de 32 anos, pretende cativar para o Velocité Café ciclistas e converter automobilistas ou utentes de transportes públicos. Nos últimos três anos, passou a usar a bicicleta nas suas deslocações. O negócio surgiu, assim, com naturalidade: "Existem dificuldades em encontrar um determinado tipo de acessórios para quem anda de bicicletas todos os dias, e quis criar um espaço que pudesse oferecer estes objectos para quem usa a bicicleta na cidade". Fala de produtos Yakkay (marca dinamarquesa que fabrica capacetes que se assemelham a elegantes chapéus), Tabor (marca portuguesa de selins em couro, feitos à mão) e Brooks (marca britânica de selins, malas e outros acessórios em couro).

No fundo da loja, uma escada de alumínio exibe livros e manuais sobre tudo o que é preciso saber sobre bicicletas e percursos. As bicicletas? Existem de várias marcas, cores, estilos e feitios, urbanas, com cesto e sem cesto. Entre a variedade encontram-se as portuguesas Órbita e também a britânica Tokyo. A maior novidade são as dobráveis. Três das cinco bicicletas que entraram no Velocité dobravam-se, o que permite fechá-las e guardá-las facilmente. Uma opção para quem usa como complemento o transporte público ou tem limitações de espaço em casa. As crianças não são esquecidas e pequenos modelos em madeira estão disponíveis para que os mais novos possam aprender a equilibrar-se, sem recurso às rodas de apoio.

A ideia de criar uma loja e oficina de bicicletas urbanas inserida num espaço de café ganhou dimensão nos Estados Unidos da América, Austrália e também na Europa. Maria Baeta, co-proprietária do Velocité Café, não tinha o hábito de se deslocar de bicicleta, mas começa também a apaixonar-se. "É como regressar aos tempos de adolescência, sente-se uma grande liberdade", descreve.

Nome
Velocité Café
Local
Lisboa, Nossa Senhora de Fátima, Av. Duque d'Ávila, 120 A
Telefone
213545252
Horarios
Segunda a Sexta das 08:00 às 20:00
Sábado e Domingo das 09:00 às 20:00
Website
http://www.facebook.com/VelociteCafe
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