Um vasto programa de Olimpíadas Culturais complementa a agenda desportiva. Duram 60 dias, de 22 de Janeiro a 21 de Março, haverá 600 espectáculos, em 60 salas diferentes, incluindo 70 projectos criados para o evento, sobretudo de música e de dança. Na música, o destaque vai para os concertos que promovem parcerias inéditas, como é o caso da homenagem a Neil Young (maior estrela rock que o Canadá já produziu), levada a cabo por um elenco que inclui Ron Sexsmith, Joan as Policewoman e os Broken Social Scene, sob a batuta do produtor Hal Willner. Outros espectáculos já anunciados são "Delusions", de Laurie Anderson, e "Tundra Songs", do Kronos Quartet. Do programa de dança destacam-se as actuações da bailarina de flamenco Maria Pagés, da escola de meninos de rua Spirit of Uganda e da trupe Cloud Gate de Taiwan. Outra vertente em destaque nas Olimpíadas Culturais é a das artes digitais, que dará lugar a uma espécie de festival dentro do festival chamado Live Code, onde se anunciam desde actuações de DJ a espectáculos que combinam o audiovisual e pirotécnico, passando por experiências de dança interactiva.
A Columbia Britânica ficará certamente a ganhar com os Jogos de Inverno, mas o evento não é isento de custos. Os detractores denunciam os mais de 580 milhões de dólares canadianos desembolsados pelos contribuintes, bem como os danos ambientais provocados por obras em áreas sensíveis, como a zona húmida de Eagleridge Bluffs, seriamente afectada pelo alargamento da auto-estrada que a atravessa. Em sua defesa, a organização argumenta que estes serão os Jogos Olímpicos de Inverno mais verdes de sempre, a começar pelos novos equipamentos construídos para o efeito, todos já galardoados com prémios de sustentabilidade.