“E a sereiazinha, erguendo os seus braços para o céu, verteu lágrimas pela primeira vez.”
Guia prático
Quando ir
A despeito de estar situada aproximadamente à mesma latitude da Escócia central e do sul do Alasca, a Dinamarca tem um clima relativamente suave, moderado pelos efeitos da corrente quente das águas do Golfo Stream, que varre a parte norte ao longo da costa ocidental. No Inverno, as temperaturas são baixas, a humidade atinge os 90 por cento e o sol raramente faz a sua aparição. Para quem não teme o frio, esta pode ser a melhor época para deambular pela cidade, penetrar nos seus cafés cheios de vida, de calor e hospitalidade; caso opte pelo mês de Dezembro, vale a pena perder-se nos seus mercados de Natal e embrenhar-se na forte componente social (concertos, óperas e exposições) que caracteriza esta fase do ano. No período que vai da Páscoa a Setembro, as noites são brancas e longas. Julho e Agosto, com 15 graus centígrados de média, são os meses ideais para se conhecer não só Copenhaga mas todo o país — a baixa altitude e a proximidade do mar produzem variações mínimas do clima na Dinamarca. Se preferir um pouco mais de tranquilidade e menos turistas à sua volta, o Verão indiano, em Setembro, pode ser uma boa alternativa.
Como ir
Diferentes companhias aéreas ligam Lisboa a Copenhaga mas apenas a TAP e a easyJet efectuam o trajecto entre as duas capitais sem qualquer escala. Uma vantagem que tem naturalmente os seus custos: no caso da primeira, um bilhete de ida e volta custa 430 euros, enquanto a segunda cobra aproximadamente 270. Tendo sempre como comparativo a primeira semana de Julho, a melhor opção passa pela Swiss, com uma curta escala em Zurique, por apenas 175 euros.
O que fazer
Para miúdos e graúdos, uma visita ao Tivoli, um dos parques de entretenimento mais famosos do mundo, aberto, em pleno coração de Copenhaga, entre meados de Abril e finais de Setembro.
A pouco mais de 200 quilómetros (cerca de três horas de carro) de Copenhaga fica situada a cidade de Billund, cuja principal atracção é o popular parque temático Legolândia (www.legoland.dk), aberto entre o início de Abril e o final de Outubro.
Para os pais, além dos lugares referidos na reportagem, há alguns museus interessantes, entre eles o Museu do Design (Bredgade, 68), o de arte moderna, Louisiana (www.louisiana.dk), e o de Karen Blixen (www.karen-blixen.dk), autora do livro África Minha (sob o pseudónimo de Isak Dinesen), mais tarde imortalizado no cinema pela dupla Robert Redford e Meryl Streep. Este último está localizado em Rungsted, a 26 quilómetros de Copenhaga.
Onde comer
O Café Europa (Amagertorv, 1) é um espaço simpático pela sua localização, os seus pratos e a vista que oferece sobre a Hojbro Plads. Em Nyhavn, o Faergekro (Nyhavn, 5), com as suas mesas em madeira sob abat-jour verdes e o calor que emana da lareira, é um dos restaurantes mais atmosféricos da cidade, apresentando uma ementa que contempla, entre outras delícias, dez tipos diferentes de arenque. A dois passos de Nyhavn, na Store Strandstraede, 6, encontra-se o Zeleste (www.zeleste.dk), com um brunch (entre as 10h30 e as 14h30 horas) que seguramente ficará na memória do viajante. Inaugurado em 1996, o restaurante funciona numa das casas mais antigas (1664) da capital dinamarquesa, no início ocupada por um ferreiro — nesse tempo a rua era uma das mais movimentadas e por ela passavam inúmeras carruagens a caminho de Copenhaga. O Custom House (www.customhouse.dk), na Havnegade, 44, no edifício onde funcionava a antiga alfândega, tem três bons restaurantes, um japonês, um italiano e um dinamarquês — este último é uma verdadeira experiência gustativa, com múltiplas variedades de arenque, peixe com pão negro e salmão com pão branco, entre outras especialidades acompanhadas de cerveja e schnapps (álcool destilado obtido a partir da fermentação de batata).