Fugas - restaurantes e bares

Fernando Veludo/nFactos

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O Havai pode ser aqui

Com tamanha diversidade, o propósito é "não cansar" o potencial público (e, a saber, gente entre os 25 e os 35 anos, "mais informada, que gosta de boa música"). E ao mesmo tempo segmentá-lo. O fi m-de-semana está reservado a um "público mais abrangente", com um estilo musical mais declaradamente noctívago, algo que, considera Daniela, "quase toda a gente gosta"; a semana fica para "alguns nichos", "se calhar pessoas que não saem todas as noites, mas gostam de alguns estilos". "Queremos que as pessoas aqui nos tenham como ponto de referência", sublinha, "para conversar e dançar um bocadinho".

Há duas zonas principais neste Luau. Uma interior, mais declaradamente de dança, devidamente assinalada com espaço vazio diante da cabina de som (mas enquadrada por um recanto de sofás), e uma de lounge, um degrau abaixo e paredes transparentes (a separar as duas áreas e a separar da rua que desemboca no mar), virada para a esplanada em frente ao mar: a música é a mesma, mas no lounge (que até tem uma bola de espelhos) com um som muito mais suave (embora ela nunca seja a rasgar, nota Daniela). E estas zonas são uma adaptação da anterior encarnação como restaurante, com decoração herdada assinada por Paulo Lobo - o que vemos agora são "adaptações" que tentam manterse na linha anterior. E isto significa, por exemplo, que a cabina de som é provisória, irá incorporar o espírito original de Paulo Lobo que revestiu as paredes de vidro preenchido por pedaços de madeira branca.

É claro e transparente, este Luau, sem ser solar. Há brancos, verdes e castanhos secos, dourados velhos. Chão e tectos imaculadamente brancos - excepto no lounge, onde o tecto é vidro (coberto com telas brancas); sofás também brancos - e pé dourado, o mesmo dourado das mesas e dos pouffs que se instalam na zona chill out. O balcão principal (há um no lounge, "portátil": com o calor, passa para fora) é leve pelo vidro que o constrói e há um recanto de estante, madeiras brancas cruzadas, à espera de exposição de garrafas.

As garrafas são coloridas, mas não tanto quanto a especialidade do Luau - os cocktails estão no nome e são a valer. A lista tem mais de três dezenas, incluindo os sem álcool e os com champanhe. E para acompanhá-los, se necessária for companhia, está, por exemplo, o sushi. Para terminar as tardes (com especialidades só nesse horário, até às 21h00, como a sangria e o tinto de verano) e começar as noites - mais cedo do que o habitual, assinala Daniela. Em família e com amigos, com o espírito de luau, à sombra do farol de Leça.


Referências

Prazeres secretos e borbulhantes Não adianta perguntar os ingredientes dos cocktailsassinatura da casa que Wender, o alquimista responsável por eles, não os revela. O Luau Secret, o Luau Pleasure (sem álcool) e o Luau Bubbles (de champanhe) permanecem, portanto, prazeres borbulhantes secretos (e há ainda o Luau Shooter, não cocktail mas shot misterioso). Mas há outros destaques, quase universais, que Wender assinala, um para cada bebida base principal: o mojito (rum, hortelã, lima e açúcar branco), o Green Destiny (vodka, pepino, kiwi, xarope de canela, sumo de limão e maçã), o Gin Garden (gin, hortelã, xarope de açúcar e sumo de limão), a margarita de maracujá (tequilla, sumo de maracujá, xarope de açúcar e limão) e o Whisky Sour (whisky, sumo de limão, xarope de açúcar). São 33 os cocktails apresentados: seis têm champanhe na base, quatro são não alcoólicos.

Nome
Luau Music & Cocktail Club
Local
Matosinhos, Matosinhos, Travessa Helena Vieira da Silva, 12
Telefone
918652680
Horarios
Segunda a Sexta das 17:00 às 20:00
Sábado e Domingo das 13:00 às 02:00
Website
www.facebook.com/p/@/223146961053292
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