Fugas - restaurantes e bares

  • Chef Cordeiro
    Chef Cordeiro Rui Soares
  • Ricardo Costa
    Ricardo Costa Paulo Ricca
  • Hans Neuner
    Hans Neuner Virgílio Rodrigues

Continuação: página 3 de 3

As estrelas que dão brilho às nossas cozinhas

Distinções e reconhecimento foi o que igualmente o nosso saudoso David vaticinou para o chef Cordeiro depois da passagem pelo Feitoria, em meados do ano passado. Um espaço à medida da sua capacidade e ambição, onde poderia exercitar a competência e capacidade acumuladas com a passagem por várias cozinhas no estrangeiro e o empenho na utilização de produtos nacionais. Assim o disse, assim aconteceu.


Contestação em Espanha

Mas se no nosso país há quem considere que mais gente poderia entrar na lista dos estrelados, já em Espanha se multiplicaram as críticas pelos apertados critérios do guia, em comparação com a generosidade que dizem mostrar em relação à restauração francesa. A irritação está sobretudo ligada ao facto de ter baixado de sete para cinco o número de restaurantes com a máxima pontuação de três estrelas, sem que nenhum novo restaurante tenha cedido a esta espécie de pódio da gastronomia. Com a saída do já mítico El Buli, de Ferran Adriá, que agora fecha a portas para passar a centro de investigação gastronómica, e do vizinho Can Fabes, que baixou para duas estrelas depois da morte (em Fevereiro) do chef Santi Santamaria, restam agora três restaurantes bascos (Arzak, Martin Berasategui e Akelarre) e dois catalães (Sant Pau e El Celler de Can Roca) na exclusiva lista das três estrelas.

Por entre algumas críticas contundentes e até apelos ao boicote ao guia francês - há quem aplauda a chegada do guia Zagat, da Google - verberam a ausência de um critério uniforme para todos os países e a teimosia com que ano a ano vêm deixando de fora das três estrelas restaurantes como Quique Dacosta ou o Mugaritz. Quanto a este último, que é nem mais nem menos o terceiro da concorrente lista dos melhores 50 restaurantes do mundo, o chef Andoni Luís Aduriz optou este ano por estar ausente da cerimónia de anúncio das estrelas da Michelin.

Fez saber que nessa noite estaria no seu restaurante a cozinhar para os colegas René Redzepi e Heston Blumenthal, cozinheiros do dinamarquês Noma e do britânico The Fat Duck, tão-só o primeiro e quinto da lista dos melhores do mundo. Boicote ou provocação? Cada um tire a própria conclusão.

--%>