Para o regresso, convém combinar uma hora com o barqueiro, anotar o número do barco ou de contacto e ter presente que, depois das cinco da tarde, dependendo das marés, são escassos os serviços a operar entre o parque e Kampung Bako, de onde também sai o último autocarro em direcção a Kuching às 17 horas.
Onde comer
O Junk (80, Jalan Wayang), em Kuching, é um dos restaurantes que não deve perder, um lugar onde acorrem as celebridades e onde correm sempre produtos frescos e uma ementa sofisticada com um toque mágico da cozinha da Europa Ocidental. O Junk explora também, como ninguém na cidade, as delícias italianas, sem pressas, a despeito do inusitado número de relógios que enfeitam as suas paredes. O Bla, Bla, Bla (27 Jalan Tabuan) e o Living Room (igualmente na Jalan Wayang) primam também pela qualidade na fusão de alimentos e ingredientes.
Onde dormir
Em Kuching, há alternativas para todos os gostos e carteiras, para os mais endinheirados e para os que contam os tostões. Nesta última variante, o Singghasna Lodge (www.singgahasna.com/), na 1, Jalan Temple, com preços que variam entre os dez (dormitório) e os 40 euros, incluindo uma atmosfera familiar e um bar concorrido, não encontra paralelo. No topo da pirâmide, se o luxo tiver mais a ver com a sua forma de viajar, não hesite em reservar um quarto no Hilton (www.kuching.hilton.com/) , na Jalan Tunku Abdul Rahman, com todo o conforto e uma panorâmica soberba sobre o rio, por pouco mais de cem euros.
O que fazer
Um elevado número de atracções nas proximidades de Kuching torna difícil a escolha para quem permanece na cidade um ou dois dias. Mesmo assim, aqui ficam algumas sugestões, começando pelo Semenggoh Wildlife Rehabilitation Centre, com duas dezenas de orangotangos vivendo em liberdade (são alimentados às 9 e às 15 horas).
De grande interesse também a península de Santubong, com os seusresorts e sumptuosas mansões da elite local, as suas praias, os seus restaurantes com marisco sempre fresco (na aldeia de Kampung Buntal), bem como o Sarawak Cultural Village, um museu cheio de vida com construções das diferentes tribos, demonstrações de arte e artesanato e, duas vezes por semana, espectáculos de dança tradicional.
Ainda em Kuching, vale a pena olhar demoradamente o Arco da Harmonia, no coração de China Town, e alguns templos, como o Hong San Si, restaurado recentemente, e o Tua Pek, a curta distância do vibrante Main Bazaar. Aos sábados e domingos, não deixe de deambular pelo Pasar Minggu, como é conhecido pelos locais o mercado de fim-de-semana, o melhor e o mais activo em Kuching, repleto de frutas (o durian, eleito o fruto nacional, está à venda entre Novembro e Fevereiro) e legumes que são comercializados pelas mulheres Bidayuh (grupo étnico fortemente implantado na zona).
A cidade oferece igualmente a oportunidade de visitar alguns museus bem conservados que preservam a riqueza cultural dos indígenas, como o Sarawak Museum (Jalan Tun Abang Haji Openg). A exemplo deste, outros, como o museu islâmico, de etnologia, de arte e de ciências naturais, franqueiam as portas ao turista de forma gratuita.