Fugas - Viagens

  • Humberto Lopes
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As boas memórias da feitoria portuguesa em Antuérpia

São à volta de cinco mil os portugueses residentes em Antuérpia, gente de várias gerações e diferentes vagas de emigração. A mais “antiga”, diz-nos Marília da Cunha, a viver na cidade há mais de cinquenta anos, “passa despercebida”, tal o enraizamento na cultura e sociedade locais, fenómeno que acredita ter maior expressão na comunidade portuguesa. As gerações migrantes mais recentes parecem estar mais concentradas nas actividades profissionais, menos sensíveis ao reencontro ou às trocas culturais, face ao pouco interesse que certos eventos despertam.

Noutros tempos, nos anos 1980, chegou a haver uma mais significativa actividade cultural — “havia jograis, teatro, festejava-se mais os santos populares”. Para o viajante contemporâneo, o comércio, representado por mercearias (bem) abastecidas de produtos lusitanos, acaba por ser, talvez, o sinal mais visível da actual presença portuguesa em Antuérpia.

Guia prático

Como ir

Ainda que Antuérpia tenha aeroporto, a via mais comum de chegar à cidade é voar para Bruxelas e no aeroporto Zaventen apanhar uma ligação ferroviária para a Centraal Station.

Onde ficar

Entre uma oferta naturalmente extensíssima, dois endereços com boa localização e em conta: o Hotel Postiljon, na Blauwmoezelstraat, mesmo ao lado da Catedral  (tel. 3232317575; www.hotelpostiljon.be), e o Hotel Rubenshof, instalado num edifício de finais do século XIX com decoração Arte Nova (Amerikalei 115, no Zuid).

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