Fugas - restaurantes e bares

  • Ana Ramalho/Arquivo
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Bocca com boa cozinha e ambiente recomendável

Os pratos principais, "polvo salteado à moda do lagar, em cama de batatinha nova e espinafres, com aromas balsâmicos" (19 euros); "filetes de salmonete braseado em cama de raviolis de caldeirada de lingueirão, moluscos salteados à Bulhão Pato" (29 euros); "fatias de lombo charolês com molho de ervas finas e alho, cebolinhas confitadas e batatinhas salteada" (33 euros); e "lombo e costela de borrego "Donald Russel" assados, canellonis de caviar de beringela" (24 euros), brilharam pela correcção, tempero e apuro da confecção, bem como pela qualidade dos ingredientes, sendo, a este propósito, de destacar as carnes.

Das sobremesas, menção para uma que me parece deslocada, pois é um caldo frio salgado: o "gaspacho de morangos e pêssego, morangos marinados em Porto e manjericão" (sete euros); bem bons o "leite creme de rosmaninho com sorbet de citronela" (cinco euros), e os sorvetes de caipirinha e maçã Granny Smith (duas bolas 4,50 euros). Acompanhou, e bem, toda a refeição, o único Sangiovese português, o Anima L5 (45 euros), decantado, servido à temperatura adequada. É um tinto da Herdade de Portocarro, do Torrão, elegante, com boa vocação gastronómica. A carta de vinhos, com dezenas servidos a copo, inclui as novas vedetas do sector e, sobretudo as garrafas, têm preços sensatos. 

O serviço é de bom nível e, no jantar de sexta-feira, com a sala cheia, revelou-se capaz de aguentar a pressão, sem prejudicar a correcção, simpatia e eficiência. Parece que temos restaurante.

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