Mercearia
Fica à esquerda de quem entra, mesmo debaixo da belíssima instalação aérea de Cátia Pessoa, e vende produtos seleccionados. Alguns são da linha Avillez, que está a ser trabalhada e no futuro terá muito mais coisas (conservas, molhos, compotas, etc.): para já há um almofariz, a brincar com a música que acompanha Avillez no Programa da Manhã da Rádio Comercial (“tenho um pilão, o chef sou eu”), há os vinhos feitos com a Quinta do Monte d’Oiro, aventais, sacos, tábuas de corte, além de outros produtos de diferentes produtores.
Páteo (e Taberna)
São os dois espaços de restauração em que se divide o Bairro. A Taberna, que fica à entrada, tem uma carta mais voltada para os petiscos, com coisas como empada de cozido à portuguesa, prego do lombo, bifana de porco (com kimchi) ou de atum, tudo em bolo do caco, favinhas com gema de ovo e toucinho fumado, polvo com alho e molho de kimchi, pezinhos de porco de coentrada com hortelã, vazia maturada com creme de alho fumado. E as alfacinhas, que podem ser de bacalhau crocante ou de porco nas brasas, servidas numa folha de alface romana. Nas sobremesas, Avillez destaca o pastel de nata com gelado de café servido numa chávena de café, e o sorvete de amarguinha e limão. O preço médio de uma refeição na Taberna é de 20 euros.
No Páteo, come-se mais “à séria” (o preço médio passa a ser de 40 euros): há sopas, pratos vegetarianos, peixe e marisco (ver a próxima palavra-chave) e, nos pratos de carne, bifes do lombo ou de vazia maturada, presa de porco alentejano ou bife tártaro. Aqui, os destaques na longa lista de sobremesas vão para a pavlova do Bairro, o mil-folhas de pastel de nata e o maracujá com sorvete de coco.
E, para as crianças, vai haver também um carrinho de gelados — para que ninguém se esqueça que está num bairro.
Peixe (e marisco)
São os reis do Bairro. Entre as sugestões do chef para partilhar na carta do Páteo estão a Mariscada do Bairro (90 euros) e a Grande Mariscada do Bairro (140 euros, ambas para duas pessoas). Há, claro, mariscos ao quilo, da lagosta nacional às amêijoas à Bulhão Pato, passando pelo lavagante azul, os lagostins da costa, as bruxinhas ou a santola de Cascais, os carabineiros ou camarão real, a gamba da costa ou o lingueirão.
Os pratos de peixe (que é servido sem cabeça e sem espinhas) incluem robalo grelhado, salmonete braseado, lulas, corvina, atum, açorda de camarão, arroz de peixe e arroz de lavagante e sapateira, lombo de bacalhau e o já famoso bacalhau à brás com “azeitona explosiva”.
Quem
Quem não arrisca não petisca. A frase está escrita em azulejos típicos portugueses numa das paredes. Tem, claro, um duplo significado — destina-se a incentivar os frequentadores dos diferentes espaços do bairro a petiscar, mas refere-se também ao que toda esta aventura representa para Avillez. Dar um salto para um bairro deste tamanho é um risco, reconhece o chef. Mas quem não arrisca…
Segredo
Sim, há um segredo pairando por aqui. Mas vai ser preciso esperar mais uns meses para se saber o que se esconde nas ruas mais escuras do Bairro.
- Nome
- Bairro do Avillez
- Local
- Lisboa, Sacramento, Rua Nova da Trindade, 18
- Telefone
- 215 830 290
- Horarios
- Domingo, Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado das 12:00 às 00:00