Fugas - viagens

Nelson Garrido

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Esqueça o que sabe sobre navios: este não tem defeitos

Ilhas Virgens, St. Maarten e Bahamas: As paragens do Oasis

A partir do início de Dezembro, com a chegada do Allure of the Seas, o irmão gémeo do Oasis, a Royal Caribbean International (RCI) passará a operar simultaneamente em duas rotas das Caraíbas. Enquanto o Allure não chega, o Oasis vai realizar temporadas de várias semanas consecutivas, sempre na mesma rota. O trajecto inicial escolhido pela RCI - no total serão 29 cruzeiros até Maio - foi o das Caraíbas Orientais, com paragens nos portos de Charlotte Amalie (ilha de St. Thomas), Philipsburg (em St. Maarten/St. Martin) e Nassau (nas Bahamas).

Das duas rotas defi nidas pela RCI para o Oasis e o Allure, a das Caraíbas Orientais é a única que já pode operar a 100 por cento. O segundo trajecto só se estreia em Maio, mas, porque a construção do porto de Falmouth (na Jamaica) só estará concluída em Dezembro, até lá a rota das Caraíbas Ocidentais substitui esse destino por uma paragem na Costa Maya, no México. Mantêm-se, contudo, as visitas a Cozumel, também no México, e a Labadee (no Haiti).

A rota que a Fugas foi descobrir é a que marcou a estreia do Oasis: Caraíbas Orientais. Depois de partir no sábado de Fort Lauderdale e após dois dias e meio em alto mar, às primeiras horas da manhã de terçafeira o Oasis chega a Charlotte Amalie, a capital de St. Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas. Pouco conhecido em Portugal, o arquipélago acabou por revelar-se uma surpresa muito agradável.

Descoberto por Cristóvão Colombo em 1493, é formado por três ilhas - St. Croix, St. Thomas e St. John - e cerca de 50 pequenos ilhéus. Foi comprado pelos Estados Unidos à Dinamarca em 1917, por pouco mais de 18 milhões de euros, e a aquisição conferiu aos naturais das Ilhas Virgens Americanas a nacionalidade norte-americana, mas com certas restrições. Estão autorizados a votar nas eleições dos partidos Democrata e Republicano, por exemplo, mas não podem exercer o seu direito de voto na eleição do presidente dos Estados Unidos.

Questões políticas à parte, os motivos de interesse no arquipélago são tantos que, nas cerca de 10 horas de que os passageiros do Oasis dispõem para descobrir as ilhas, o difícil é escolher o que fazer com tanta oferta. Uma das possibilidades é ir à aventura por conta própria, mas correndo o risco de fi car em terra se algo correr mal ou caso falhe a hora de embarque. Por isso, o recomendado é optar por uma das dezenas de excursões que podem reservar-se já dentro do barco a preços simpáticos.

Na ilha de St. Thomas, que será a de vegetação mais exuberante no arquipélago, a Fugas acabou por visitar duas praias: Magen's Bay, a mais famosa, e Sapphire Beach, um paraíso ainda pouco explorado pelos turistas.

No dia seguinte, o despertar é em St. Maarten/St. Martin, a mais pequena ilha do mundo a ser partilhada por dois países: um pequeno pedaço de terra com 87 km2 dividido há mais de 350 anos, de forma pacífica, pela França e Holanda.

Localizada sensivelmente a meio do canal de ilhas que formam as Caraíbas, no ponto onde as Antilhas parecem virar para Sul, St. Maarten/ St. Martin é um dos locais de férias preferidos pela classe alta francesa e muitos famosos de todo o mundo. Com uma temperatura média de 27 C no ar e 26 C na água, a ilha tem como umas das imagens de marca as aterragens no aeroporto Princesa Juliana, do lado francês, onde os aviões passam na pista a poucos metros da praia. É também no lado francês que se situa Orient Beach, a mais popular e concorrida praia da ilha, considerada uma das mais famosas das Caraíbas e muitas vezes comparada a Saint Tropez, no sul de França.

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