Fugas - viagens

Nelson Garrido

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Esqueça o que sabe sobre navios: este não tem defeitos

Sexta-feira, último dia do cruzeiro, é reservado para Nassau, a capital das Bahamas. Para além de ser a paragem mais curta do cruzeiro, já que a visita dura aproximadamente cinco horas, é a menos interessante. O ideal, por isso, é escolher um dos programas que o levem para uma das inúmeras ilhotas em redor de Nassau. Dessa forma, evita perder no trânsito caótico da capital a maior parte do pouco tempo que tem nas Bahamas. Outra possibilidade é trocar a excursão por compras a pé no centro da cidade, mesmo ao lado do cais onde o Oasis atraca, ou descobrir souvenirs e artesanato local na feira que se estende pelas ruas do porto.

O que podemos fazer no barco: bares, casino, botox. O difícil é arranjar tempo para tudo

Mais difícil do que encontrar um defeito no Oasis of the Seas é descrever tudo o que nos é oferecido no navio. Desde os espectáculos até às zonas de entretenimento e lazer ou às actividades desportivas, nada foi deixado ao acaso e tudo foi pensado para que a semana a bordo do Oasis seja do agrado dos mais exigentes. Complicado é organizar a nossa agenda de forma a tirarmos proveito de tanta oferta.

O conceito de "bairros" posto em prática no Oasis revelouse o segredo do sucesso do funcionalismo do navio. No Royal Promenade encontram-se alguns dos bares e lounges mais procurados pelos passageiros, como o Bolero's (de música latina), o On Air (de karaoke), o The Globe and Atlas Pub (com música ao vivo), o Champagne Bar (mais reservado) e o The Schooner Bar (com vista panorâmica para o Royal Promenade). É também aqui que, de 30 em 30 minutos, "aterra" o Rising Tide, o primeiro bar móvel em alto mar que se eleva verticalmente numa altura de três decks, entre a Royal Promenade e o Central Park.

Se aproveitarmos a boleia Rising Tide e sairmos no centro do Central Park, entramos noutra dimensão. Com o tamanho de um campo de futebol, o primeiro jardim fl utuante do mundo é a casa de mais de 12 mil plantas e 56 árvores. Dotado da mais sofi sticada tecnologia de controlo das condições ambientais - tem sempre uma suave aragem a correr -, o Central Park acaba por ser um dos locais mais tranquilos do Oasis e é perfeito para conversar ou ler um bom livro. Para uma refeição completa ou um snack mais ligeiro, também inclui três restaurantes - o Chops Grille, o 150 Central Park e o Giovanni's Table - e dois bares com esplanadas, o Park Café e o Vintages.

Bem diferente do Central Park é a Boardwalk, um "bairro" ao ar livre no deck 6, concebido para agradar a passageiros de todas as idades, em especial grupos familiares. À entrada deparamonos imediatamente com o primeiro carrossel construído no interior de um navio e, à medida que vamos caminhando, através de um corredor com seis lojas e cinco restaurantes e bares, começa a surgir à nossa frente o Aqua Theater, uma das principais inovações que a Royal Carabbean Internacional (RCI) apresenta no Oasis. Com um anfiteatro com capacidade para mais de 600 pessoas, recebe espectáculos de dia e de noite, e funciona também como cinema ao ar livre. É aqui que se pode assistir ao espectáculo Oasis of Dreams, cujo elenco, composto por seis mergulhadores, quatro atletas de natação sincronizada e seis acrobatas, protagoniza uma combinação soberba de ginástica, interpretação, saltos para a água, luz e música.

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