Fugas - Viagens

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    Castelo de Lanhoso Paulo Ricca
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    Castelo de Silves Paulo Ricca
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    Castelo de Silves Paulo Ricca

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Que bem que nos ficam estas torres e ameias

Cumpre-se o "cruzamento" central e desemboca-se quase por cima da porta principal, com direito a passagem na "Câmara Escura" da Torre de Ulisses (onde funcionou o arquivo do Tombo), para a experiência de um Big Brother nas ruas de Lisboa com o auxílio do periscópio aqui montado. Segue-se para bingo para chegar à miragem da Torre de São Lourenço, assente já a fugir na encosta inclinada ligada por uma couraça ao castelejo (lógica: permitia a saída da cidade subitamente cercada) e passagem pelas torres da Cisterna e do Paço, antes da Torre de Menagem, num dos extremos da muralha povoada por gatos, vemos agora. Já ajudaram a controlar os pavões tão característicos de São Jorge, agora todos convivem pacifi camente: os gatos preguiçam, os pavões exibem-se mais à frente.

Seguimos para o Núcleo Arqueológico e, admiramonos, não saímos do castelejo. A única entrada obriga a seguir pelo adarve, uma vez que um parque de estacionamento - para os residentes da freguesia - se implantou entre as duas secções da alcáçova. É, portanto, do alto que vemos a intervenção de Carrilho da Graça que lhe valeu o Piranesi Prix de Rome 2010, que premeia trabalhos de valorização do património arqueológico através de projecto contemporâneo.

Está delimitada por painéis de aço e no seu interior reúne vestígios da Idade do Ferro, das ruínas do Palácio dos condes de Santiago (séculos XV a XVIII) e do período islâmico - e aqui está o destaque: percorremos uma rua do século XI (no fi nal da qual se encontrou uma espécie de "frigorífico" colectivo) e entramos em duas casas, bem preservadas em termos de planta, às quais a intervenção do arquitecto deu sensação de espaço. Ambas se distribuem em torno de um pátio central, com delimitação da zona mais íntima - ainda há restos de estuques decorados (com o "cordão da felicidade": dourado sobre fundo vermelho) e restos do chão de argamassa.

Hoje, uma neblina estendeu um manto suave sobre a cidade. Mas, garantem-nos, em dias limpos vêse até ao Castelo de Palmela, bem do outro lado do Tejo. Dos terraços nas traseiras da alcáçova, pontuado de canhões onde todos se querem fotografar, espreitamos o casario até ao Terreiro do Paço, o Cristo Rei e a Ponte 25 de Abril. Lisboa é a única capital europeia com um castelo do século XI no seu centro, ouvimos. Que bem lhe fica.

Castelo de São Jorge
1100 -129 Lisboa
Tel.: 218 800 620
E-mail: info@castelodesaojorge.pt
http://www.castelodesaojorge.pt/
Horário: De 1 de Novembro a 28 Fevereiro das 9h00 às 18h00; de 1 Março a 31 Outubro das 9h00 às 21h00
Preços: €7; estudantes, séniores e famílias, €3,50. Outros descontos.

Vila Viçosa

Não é muito fotogénico, o Castelo de Vila Viçosa, mas apela logo à imaginação: quando nos detemos junto à entrada da fortificação, vemos uma ponte levadiça de madeira e mecanismo de ferro enferrujado sobre um fosso (que foi sempre seco) - não importa sequer se é a entrada mais pequena (ao lado, a porta é maior, era a da artilharia e cavalaria, mas não tem ponte). Imaginamos sempre pontes levadiças em castelos, mas este é mais fortificação pura e dura - esqueçam-se ameias, por exemplo, porque o parapeito é corrido (com intromissão de canhoeiras) e todo o edifício é maciço, diríamos quase atarracado, levemente inclinado e quase sem aberturas.

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